Sinopse:
Mil Sóis Resplandecentes é um romance pleno de sensibilidade que conta já com mais de meio milhão de exemplares vendidos e os lugares cimeiros dos tops dos diversos países onde se encontra publicado. Tendo como pano de fundo as convulsões sociopolíticas que abalaram o Afeganistão nas últimas três décadas, conhecemos Mariam e Laila, duas mulheres que a guerra e a morte obrigam a partilhar um marido comum e cuja coragem lhes permitirá lutar pela sua felicidade num cenário impiedoso. Uma obra inesquecível que evoca o que há de mais intrínseco a todos os seres humanos: o direito ao amor, a um lar e à integridade.
A Minha Opinião:
Ao principio custou-me a pegá-lo mas chegara a altura de o fazer. Já há bastante tempo, desde que saiu publicado nas livrarias no ano passado, que andava de olho neste livro devido à capa ser linda e também ao facto de o autor ter recebido críticas exuberantes. Custou-me porque já conhecia as histórias do Afeganistão (a invasão soviética, a chegada dos talibans, as barbaridades que as mulheres sofreram devido aos talibans), pois li dois livros: "O livreiro de Cabul" e "Face Negada".
Ainda bem que o li! Surpreendeu-me muito pela positiva!
Amei o livro, apesar de haver partes terrivelmente chocantes ou demasiado violentas, porque: primeiro, está escrita de uma forma que nos toca, as palavras profundas e ironicamente belas, que nos faz agarrar e continuar a ler, que nos faz rir e chorar, até mesmo doer a valer, sentir tudo como se estivéssemos lá; segundo, trata-se de uma amizade linda entre duas mulheres afegãs, a maneira como elas suportavam tudo tendo uma à outra, e também fala docemente da maternidade.
É um livro de extrema sensibilidade, sem dúvida, marcante e inesquecível. A vontade que tive de as tirar de lá ou de as proteger foi desesperante e aflitiva, muitas vezes me faltando o ar de tanta raiva! E, no fim, derramei lágrimas em nome de todas as mulheres afegãs que tiveram o mesmo destino que Mariam e Laila.
Vou sublinhar aqui da página 76 do livro:
«Mariam, estendida no sofá, as mãos enfiadas nos joelhos, contemplava o turbilhão de neve que rodopiava do outro lado da janela. Recordou-se de Nana ter dito um dia que cada floco de neve era um suspiro soltado por uma mulher magoada algures no mundo. Que todos os suspiros subiam para o céu, se reuniam em nuvens e depois se desfaziam em minúsculos pedaços, caindo silenciosamente sobre as pessoas cá em baixo.
Em lembrança do que sofrem as mulheres como nós, dissera ela. De como suportamos silenciosamente tudo o que nos cai em cima.»
Classificação: 5/5 (Excelente)
Outras opiniões:
canochinha (foi a sua opinião que determinou a minha decisão de comprar e ler este livro)
Um Livro no Chá das Cinco
Imprensa:
Entrevista da Bertrand:
Khaled Hosseini retratou o Afeganistão por dentro em dois livros, transformados em fenómenos literários que comovem multidões.
Entrevista do Sol:
Mil Sóis Resplandecentes, segundo romance de Khaled Hosseini, editado em Portugal
Mil Sóis Resplandecentes
In Khaled Hosseiniquinta-feira, 23 de outubro de 2008
Livro do Mês (Sugestão)
In Mary Shelleyquarta-feira, 15 de outubro de 2008
Frankenstein
Autor(es): Mary Shelley
Tradutor(es): Fernanda Pinto Rodrigues
Tipo de livro: Romance
Editora: Publicações Europa-América
Colecção Livros de Bolso Europa-América
Data da edição: 1995
Data da edição original (Editora da 1ª edição): 1818
Nº de páginas: 152
Género: ficção científica/Horror
Li este livro em Fevereiro de 1995 mas ainda me recordo bem da história e do modo como me marcou profundamente!
Se pensam que é um livro de terror, então estão redondamente enganados! Na verdade, o monstro que aparece na maior parte dos filmes é visto como o mau ou um assassínio cruel que assusta toda a gente. Pois, nada disto se passa no livro!
A história é extremamente sentimental. Entramos para o interior do monstro e assim "vemos" os seus sentimentos mais profundos: o horror e o medo que a criatura sentiu em relação ao seu próprio corpo; a confusão perante a vida, o espaço, tudo estranho e desconhecido; o choque com a rejeição e os gritos das pessoas sem saber porquê... Depois acompanhamos a sua descoberta da comunicação e a auto-aprendizagem às escondidas, a descoberta do amor e o desejo de ser amado; o surgimento da terrivel dor de solidão e de abandono... Este monstro foi amigo de uma familia pobre, fazia-lhe surpresas, trazia comida à porta, e o que aconteceu depois, não conto. O monstro tinha um lado bom, uma alma sensivel e humana aprisionada num corpo horrendo. Então, porque é que se tornou mau? Basta imaginar, se fossemos nós como este monstro, como iríamos sentir ou reagir?
De facto, apresenta uma forte carga emocional. Fez-me chorar e sentir pena do monstro, revoltar e ter ódio ao criador por o ter feito e depois o ter abandonado!
É um dos meus livros predilectos e preferidos! Recomendo altamente!
Cinematográfica:
Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome Mary Shelley's Frankenstein (com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein), Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original.
Português Suave
In Margarida Rebelo Pintodomingo, 12 de outubro de 2008

Temos de enfrentar os nossos fantasmas... pelo menos uma vez na vida.
Na década de quarenta, Mercês Perestrello é dada como louca e afastada dos seus filhos. Nos anos sessenta, as gémeas Maria Teresa e Maria Luísa seguem caminhos opostos em busca da (mesma) felicidade. Quarenta anos depois, as primas Leonor e Naná desvendam segredos nunca antes imaginados. São três gerações de mulheres a desafiar os brandos costumes, mas apenas uma a descobrir a verdade.
Num país em que a prudência aconselha a seguir a máxima uma coisa de que não se fala não existe, a vontade de subverter todas as regras irá mudar o destino de uma família.
A Minha Opinião:
Gostei.
Foi o primeiro livro que li da Margarida Rebelo Pinto e gostei de o ter experimentado.
Ao princípio, nos três primeiros capítulos achei confuso, porque no primeiro capitulo é uma personagem que narra na primeira pessoa e no capítulo seguinte é a outra personagem que está na primeira pessoa.
Quem leu os livros da Jodi Picoult, verá que é do mesmo género, estamos numa personagem e depois mergulhamos noutra. Em cada capítulo não diz logo quem é a personagem, só depois de lermos umas quantas linhas é que sabemos. Mas gosto disto, parece um puzzle, vamos encaixando de uma personagem à outra e vamos sabendo desta forma como é que cada uma das personagens sente ou reage.
A escritora escreve “pelos cotovelos” e usa pitadas de humor negro, ri-me com algumas coisas, como por exemplo, «cheguei a um beco sem saída e quando me senti no fundo, olhei para cima e disse para mim mesma: agora vais ter de subir a puta da montanha, quer queiras quer não, senão cai-te um piano, um avião ou uma bomba neste buraco em que te meteste e nunca mais levantas os cornos», realmente é uma linguagem que choca mas é a grande verdade. E não é só… O livro conta muitas verdades que a maior parte das pessoas não quer acreditar ou não gosta de admitir. A sociedade gosta de acreditar as tradições e dar as boas aparências quando na realidade é tudo a fingir.
Este livro é uma espécie de novela familiar da alta sociedade do Estoril.
A Maria Teresa e a Maria Luísa são irmãs gémeas e, contudo, tão contraditórias.
A Maria Teresa é uma mulher “perfeita”, “certinha” ou “correcta”, bem tradicional, acima de tudo, um tipo de mulher que a sociedade gosta de ver e respeitar. Faz bons papéis de esposa, mãe e avó. É uma mulher de cinco estrelas.
A Maria Luísa é a considerada “maluca” a que tem muitos casos ou que não assenta na vida, é portanto mal vista pela sociedade, mas, na realidade, é apenas uma mulher que se apaixonava facilmente e teve muitos azares; esta é que é uma mulher de mentalidades abertas e que tem uma grande sabedoria de Vida.
A Leonor é como a sua mãe Maria Teresa que sonha ter uma família perfeita e estável e a Naná é como a sua mãe Maria Luísa.
Gostei desta família até construí uma árvore genealógica à medida que fui lendo. Fiquei chocada com o que fizeram à avó Mercês e já desconfiava o que a Leonor e a prima Naná iriam descobrir.
Já percebi porque é que os livros da MRP vende bem. A escritora é realista e frontal, retrata bem a sociedade Portuguesa, revela tudo o que está por detrás de toda a perfeição e todas as tradições. Neste livro, há muitas mulheres na nossa sociedade que são como as personagens mas a maior parte delas é como a Maria Teresa que vive dentro de um redoma da perfeição.
É um livro levezinho que se lê num instante, não a considero uma obra-prima mas que prende. A mim, prendeu.
Aqui deixo alguns excertos:
«Uma espécie de paz podre mascarada de conjugalidade de conveniência em que os casais fazem tudo by the book para convencerem a sociedade – e eles próprios – de que vivem uma vida feliz.»
«…o futuro é o engodo para nos anestesiar e nos distrair das tentações do presente…»
«Sinto-me fora da realidade, a viver num universo alternativo, mas não é isso o amor? E se for, não pagamos todos um preço elevado por ele? E na vida, quanto mais não vale um amor feliz, ainda que um dia acabe, do que viver sem saber o que é um amor assim, completo, desenhado a prazer e entendimento?»
«- (…) como diz a Lucía Etxebarría, as únicas famílias felizes são as que se conhecem mal.»
«A felicidade é uma vocação.»
Classificação: 3/5
Outras Opiniões:
Intuição
In Allegra Goodmansábado, 4 de outubro de 2008
Sinopse:
Um oncologista sedento de publicidade.
Uma cientista apaixonada pela sua investigação.
Um jovem e ambicioso investigador à beira da demissão.
Num laboratório de pesquisa em Boston é feita uma importante e revolucionária descoberta: a mutação de um vírus poderá ser a pista que faltava para a cura do cancro.
De imediato, o ambiente outrora frio e racional do laboratório abre espaço para as ambições e sonhos de todos os que ali trabalham. A nova descoberta parece ser a solução tão desejada para as frustrações e medos de todos os intervenientes.
Mas, à medida que a investigação avança, a credibilidade dos resultados parece ser desafiada: uma das investigadoras, preterida pelo protagonismo das novas descobertas e em recuperação de uma relação falhada com o colega que apresentou os novos resultados, questiona-os e lança toda a equipa numa espiral de desconfiança, inveja e desilusão.
Poderá uma promessa de vida revelar-se fatal?
"Intuição é uma expedição fascinante às intrigas que fervilham no local de trabalho."
USA Today
"De absoluta qualidade em todos os aspectos. Um romance fabuloso."
Kirkus Reviews
"Allegra Goodman tem o desempenho preciso de um cientista e a inspiração de um artista no auge da sua criatividade. "
Entertainment Weekly
"Um romance verdadeiramente humanista, nascido dos assépticos limites da ciência."
Publishers Weekly
A Minha Opinião:
Este livro não correspondeu nada às minhas expectativas... Ao princípio, julguei que a história fosse parecida com a do filme “Eu Sou a Lenda” ou sobre algo de sinistro, pois a capa parecia sugerir isto...
Afinal, não tem nada em comum com o filme referido nem vai acontecer assim tão terrorífico!
É sobre o mundo científico, principalmente, sobre os cientistas, a investigação em equipa, a competição da ciência, as rivalidades, a impressa (quando descobrem a cura para doenças), as pressões, a burocracia e a politica da ciência, as fraudes científicas…
No entanto, apesar de não ser uma história do meu género, achei-a interessante, deu-me uma visão global do mundo cientifico e um levantamento de questões, foi por isso que li quase até ao fim, embora de forma arrasada e lenta.
Mal terminava um capítulo, precisava de parar para respirar, pois o pano de fundo da história é incolor e claustrofóbico, uma vez que a maior parte da história se passa dentro dos laboratórios.
E custou-me muito a terminar porque a autora prolongou desnecessariamente o final, esticou ou puxou como se estivesse a dar mais páginas ao livro, portanto, desisti as últimas 10 páginas pois já sabia o final e isto chegava para mim: já estava tudo resolvido!
Parece uma série como daquelas séries de médicos, só que em vez de médicos são os cientistas: quatro pós-doutorandos, dois técnicos, e dois directores de um instituto cientifico. Conta os sentimentos pessoais dos próprios cientistas, dentro e fora do laboratório.
A linguagem científica deste livro é acessível para todo o tipo de leitor porque a autora relatou a história com uma simplicidade e nitidez. Usou a poesia, não de forma exagerada, só essencial para explicar os conceitos científicos mais complicados de uma forma que atingisse ao nível de compreensão de toda a gente.
Fiquei bastante chocada com as experiências usadas em animais, sobretudo em ratos. Infelizmente, é assim que os cientistas fazem experiências para encontrar a cura para determinadas doenças.
De uma forma geral, apesar de interessante e chocante, não é um livro considerado uma obra-prima, nem sequer um livro ideal para apreciar simplesmente a leitura. Só é bom e dispensável para quem quer saber o funcionamento do mundo científico, sob a forma de romance ficcional.
Classificação: 3/5
Duas Iguais
In Cíntia Moscovichsexta-feira, 19 de setembro de 2008
Sinopse:
«O amor exige expressão», diz a epígrafe de Duas Iguais, e essa frase, repetida no derradeiro parágrafo do livro, é o mote deste terno, pungente, encantador romance.
Duas Iguais, o segundo livro de Cíntia Moscovich, é a expressão do amor entre duas mulheres, um daqueles amores que, na expressão de Oscar Wilde, não ousa dizer o seu nome. Um romance que aborda o amor homossexual sem recorrer a engajamentos ou a um manual de bons modos, Duas Iguais conta a história de duas adolescentes, Clara e Ana, que vivem em Porto Alegre, com foco no Bom Fim, um bairro judaico tradicional da cidade. As duas jovens envolvem-se ao conviverem numa escola judaica, facto que gera uma série de confrontos que vai acompanhá-las pela vida fora. Enquanto Ana se auto-exila em Paris, Clara penetra, pouco a pouco, nos umbrais do mundo adulto. Por força das circunstâncias, Clara e Ana voltam a encontrar-se...
Este livro foi galardoado com o Prémio Açorianos de Literatura.
A minha opinião:
Ao princípio, custou-me a entrar na história, mais propriamente a ler, porque as frases estão concentradas, quase coladas; tem poucos parágrafos ou poucas pausas, raros e escassos diálogos, mas depois, ao fim de uma questão de hábito, de esforço desejado e determinado, mergulhei completamente deliciada neste tipo de escrita e embelezamento das palavras!
O livro é um romance em prosa poesia, mas quase como se fosse um diário, sendo contado na primeira pessoa fictícia.
Trata-se de uma história de amor (existente, lindo, puro, real, profundo) entre duas mulheres, Clara e Ana. Elas amavam-se, eram uma da outra.
A riqueza das palavras diz tudo. Os sentimentos descritos no livro parecem saltar para fora, do papel para a realidade, em que os podemos tocar, agarrar e sentir. Ou seja, o Amor e a Dor ganhavam forma, peso, cor, cheiro, sob a forma de metáforas e poesia carregadas.
E o final do livro doeu-me a valer, uma bofetada estonteante de tristeza. Sem mais palavras, estou em silêncio, por elas.
«Eu aprendi: o amor exige expressão. Ele não pode permanecer quieto, não pode permanecer calado, ser bom e modesto; não pode, jamais, ser visto sem ser ouvido. O amor deve ecoar em bocas de prece, deve ser a nota mais alta, aquela que estilhaça o cristal e que derrama todos os líquidos.» - pág 218
Gostei muito, porém, confesso, teria gostado mais se esta obra fosse relatada em prosa, de forma simples e leve como uma pluma. Foi uma tarefa árdua em ler este livro que, para além do facto de o texto ser concentrado ou "apertado", continha vocábulos que eu desconhecia, por isso tive que recorrer várias vezes ao dicionário - o que foi um impedimento de o ler em plena rua. Uma pessoa adulta a ler e depois a ver o dicionário, não é digno de se ver (tenho vergonha, pronto!)...
Dou três na classificação por ter sido uma leitura complicada, em que me exigiu maior concentração e esforço, obrigando-me a reler algumas frases - duas a três vezes - para uma melhor compreensão ou assimilação do seu significado.
R., obrigada pela oferta deste livro!
Classificação: 3/5
Livro do Mês (Sugestão)
In Domingos Amaralquinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sinopse:
Lisboa, 1941:
Memórias de um espião numa cidade cheia de luz e sombras.
Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam "enquanto Salazar dormia", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.
Excerto da obra:
"Nada, de repente, existia. A não ser Lisboa, cinquenta anos atrás. A minha Lisboa, onde amei tanto e tantas vezes. A minha Lisboa, das pensões e dos espiões, dos barcos ingleses e dos submarinos alemães; a Lisboa das ligas da Mary em cima de um lençol branco; a Lisboa dos cocktails no Aviz enquanto eu perseguia Alice; a Lisboa do penteado "à refugiada" da minha noiva, a Carminho; a Lisboa dessa menina linda, frágil e alemã, Anika, por quem arrisquei o pescoço; a Lisboa de Michael..."
Comentário:
Li este livro num verão de 2006 e foi uma leitura deveras envolvente e emocionante!!!
É sobre um avô que conta o seu passado ao neto. O seu relato faz-nos recuar e aterrar para uma Lisboa dos anos 40, para aquele tempo de ditadura do Salazar e na altura da II Guerra Mundial.
Quem ousa imaginar ou acreditar que Lisboa esteve recheada de alemães, ingleses, judeus, tudo misturado, até espiões? Pois, sim, graças à “neutralidade” de Salazar. E também, será que alguém sabe que, perto da costa algarvia, houve uma batalha aérea entre ingleses e alemães e que os portugueses a viram? E os navios e submarinos de guerra que contornaram a costa litoral portuguesa?
Mas, atenção, o livro não fala muito de guerra, não é nada exaustivamente descritivo, muito pelo contrário, é muito mais do que isto, há aventura, romance, sexo, paixões, amores, amizades, e acima de tudo, espionagem. O avô do neto era espião e relembra toda a história que é de sorrir, de chorar, de silenciar, de emocionar!
Nunca pensei que tivesse acontecido assim em Lisboa, a existência da espionagem e tudo o resto; fiquei com uma perspectiva diferente da vertente histórica daquele tempo e até do filme “Casablanca” que teve o grande efeito nos portugueses que cantaram em coro e bateram palmas!
É um livro épico muito bom, excelente! Eu adorei. Recomendo altamente.
Outras opiniões:
Opinião de Homem da Leme
Aqui #1
Aqui #2
Aqui #3
Maléfico
In Nora Robertsdomingo, 14 de setembro de 2008
Parei na página cento e cinquenta e desisti. Não me prendia de maneira nenhuma, até ficava cansada e frustada de o ler. Não o achei assim tão envolvente e, além disto, os personagens eram bastante óbvios... Desconfiei logo quem seria o mau e quem iria salvar a Clare. Dei o salto e li o final, todas as minhas deduções estavam correctas e ainda bem que não perdi mais tempo com este livro. Os personagens principais não me cativaram minimamente e também não achei o local assim tão especial.
Vou libertar este livro numa zona de bookcrossing para alguém o apanhar e ficar com o livro. Quem será a(o) sortuda(o)?
Os únicos livros de NR de que gostei muito foram: "O Pântano da Meia-Noite" (este foi o único que me prendeu realmente, que me causou calafrios de terror e emoção, inclui uma história de amor diferente e interessante e, não só como também, adorei as descrições do meio envolvente), "A Lua em Sangue" (adorei a personagem principal que era vidente...) e a trilogia da Irlanda (amei estes livros, as personagens, a música, o cheiro, e tudo sobre a Irlanda.).
Ainda li a trilogia das flores (é uma história engraçada, é boa para desanuviar), "As vozes do Passado" (também não me agarrou, desiludiu-me), "três destinos" (gostei assim assim, é uma história de aventura em que envolve acção e cenas eróticas algumas bem picantes), o primeiro de uma trilogia da Ilha das Três Irmãs (gostei mas não me fez querer ler mais dois livros para completar a trilogia). E mais nada.
Sairam mais livros da NR e não estou minimamente interessada neles. :)
Mais um livro na minha estante!
sábado, 13 de setembro de 2008

Guerra fria, espionagem, suspense, são ingredientes de uma história como eu gosto e, ainda por cima, escrita pelo autor bastante aclamado!
P/ mais informações:
Este livro está à venda nas livrarias sob essa capa:

Encontrei dois comentários sobre esse livro:
Aqui #1
Aqui #2
Tim
In Colleen McCulloughquinta-feira, 11 de setembro de 2008
Da autora do best-seller mundial Pássaros Feridos, a mestria inconfundível de uma história bem contada.
Mary Horton, solteira na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
«É refrescante a forma como Tim explora os recônditos do coração e da sensibilidade humana.»
New York Times
«Um romance exemplar. Como só Colleen McCullough sabe fazer. Uma história como só ela sabe contar! Pujante e assustador. Magnífico!»
Revista Mulheres
«Um profundamente sensível romance que nos toca o coração sem nunca se deixar cair na tentação da lágrima fácil.»
Australian Womens Weekl
A minha opinião:
Gostei muito! Uma história diferente mas cheio de significado que me tocou imenso. Cada vez que folheava uma página, aparecia-me um sorriso e uma ternura, mas também raiva e indignação por personagens malvadas e preconceituosas, e até lágrimas sentindo a dor deles... Não conseguia parar de ler, só pensava o que ia acontecer aos dois, como ia acabar, até andava receosa com o final do livro.
A ligação entre Mary e Tim é extremamente comovente e puramente bela, o que ela fez ao Tim e o que este fez à Mary, e no que os dois se tornaram juntos. Uma ligação fortissima entre o ser intelectual com o ser simples. Na verdade, aprende-se muito com estes seres simples porque são eles que vêem as coisas de mais belo que os intelectuais não vêem.
A autora é, de facto, uma boa contadora de histórias, lê-se pegada às palavras, ao desenrolar da história que é como se a escutasse em voz alta de olhos fechados a bom ouvir. Conseguiu exprimir tão bem a ligação entre Mary e Tim e os sentimentos dos dois.
Está garantido que vou ler mais livros desta escritora.
Outras opiniões:
Opinião da marcia - aqui (foi através deste post que descobri "Tim" e fiquei logo interessada por se tratar de uma história diferente, obrigada, marcia!)
Salto Mortal
In Marion Zimmer Bradleydomingo, 7 de setembro de 2008

Sinopse:
Um amor único num mundo especial…
Salto Mortal é a história de dois trapezistas, Mário Santelli, descendente de uma famosa família de trapezistas voadores e de Tommy Zane, o seu discípulo.
Situada nos anos quarenta e início dos anos cinquenta no mundo colorido do circo e das suas tradições, a autora narra-nos a luta dos dois trapezistas pelo aperfeiçoamento da sua arte e a descoberta do amor entre dois homens e a preservação da sua relação num ambiente hostil e adverso. Tommy Zane cresce como homem e trapezista no seio de uma família que o adopta para a qual o trapézio ocupa o lugar central e em que tudo o resto lhe está subordinado: a família Santelli com os seus Santellis Voadores. Mário, o guardião das tradições familiares, debate-se com o seu perfeccionismo e a vontade de demonstrar que para si não existem impossíveis e que, apesar da sua homossexualidade, o seu lugar de estrela não pode merecer contestação.
Mas esta história é sobretudo a de uma relação entre um rapaz e um homem, do crescimento de ambos e da forma como, sujeitos a todas as pressões, acabarão por conseguir lidar consigo próprios e com os outros numa luta titânica para ultrapassar os medos, as pressões e, sobretudo, os sentimentos de culpa e auto-rejeição.
«Marion Zimmer Bradley faz o retrato humano tanto do circo e dos seus profissionais, como da mentalidade dominante no período em que decorre a acção, o pós-guerra, bem como da dificuldade em aceitar diferenças como a homossexualidade como opção de vida.»
Diário de Notícias
«Um livro vibrante; um olhar envolventemente feminino, atento aos sentimentos e às emoções masculinas. Com uma perícia e uma delicadeza únicas, a autora penetra, devagar, no espaço hermético de dois homens que se amam, envergonhadamente, que se desejam, culpando-se por isso.»
Jornal de Notícias
«Ao longo destas páginas tão fascinantes como inesquecíveis, acompanhamos a luta de dois homens para se superarem, vencerem os seus medos e as suas limitações, não só físicas mas acima de tudo morais. São homens que voam no trapézio e na vida, personagens duma humanidade comovente a quem Marion Zimmer Bradley colocou asas na alma.»
Os Meus Livros
A minha opinião:
Foi por amor ao trapézio que MZB construiu esse livro absolutamente fantástico.
As descrições sobre os movimentos dos trapezistas que aqui transparecem no livro são impressionantes, nítidas, até mesmo vertiginosas pois, ao ler essas palavras, vacilei-me, sentindo-me um pouco tonta. É que estas descrições me levaram “a voar”, como se estivesse dentro de cada trapezista… Os esforços, as tensões, os medos, as dores, tudo o que eles sentiam. Até podiam morrer se falhassem (mesmo com a rede posta)! Deste modo, passei a ter uma grande consideração e admiração pelos trapezistas.
Deliciei-me a entrar nessa história. A sensação que tive, foi de estar a ver uma espécie de novela épica circense, pois o clã Santelli era uma família italiana numerosa de trapezistas. Esta família trabalhava em conjunto, formava os Santelli Voadores, as suas tradições eram rigorosas, dos pais passavam para os filhos e destes para os seus filhos.
Tudo começa quando Tommy Zane, que era filho dos domadores de leões e ali estava no circo a acompanhar os pais, conhece o trapezista Mário Santelli durante os treinos deste com avô e tio. Depois, passa a integrar-se (sendo adoptado) no clã Santelli tornando-se ele próprio trapezista…
Lê-se muito agradavelmente, acompanhando cada passo, descoberta e crescimento do Tommy e testemunha-se uma história de amor tão intensa e profunda entre Tommy e Mário que a autora MZB tão bem relatou.
É um livro excelente para meditar, para amar e, acima de tudo, para respeitar.
Passou a ser um dos meus livros preferidos e vou certamente relê-lo mais tarde.
Classificação: 5/5 (excelente!)
Nota:
Gosto mais da capa original, em que mostra dois homens trapezistas, musculados e belos, de mãos dadas. O moreno (é o Mário Santelli) e o ruivo (Tommy Zane) com os seus fatos tradicionais dos Santelli Voadores. É este o retrato verdadeiramente fiel da história.

Outras opiniões recomendáveis:
http://therawawakening.blogspot.com/2008/04/salto-mortal-amores-proibidos.html
http://compendiomarianaalmeida.blogspot.com/2007/03/in-folio-salto-mortal.html
Vídeos:
Aqui estão dois pequenos vídeos sobre o trapézio voador.
Compras
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Fui à livraria e comprei dois e ainda encomendei mais um que chega amanhã.

Espero ter feito boas compras, que estes livros não me irão decepcionar.
A Ilha
In Victoria Hislopterça-feira, 19 de agosto de 2008

Sinopse:
Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.
“Apaixonadamente envolvida pelo seu tema, a autora demonstra ter feito uma pesquisa meticulosa para apresentar os factos médicos.” - The Sunday Times
“Uma leitura comovente e absorvente que nos toca o coração.” - Evening Standard
“Um épico familiar viciante. A pesquisa, imaginação e o amor por Creta levaram Hislop a criar um retrato realista sobre aqueles tempos em Spinalonga. Lembra que o amor e a vida continuam mesmo nas circunstâncias mais extremas.” - Sunday Express
“Um trabalho fascinante que combina uma comovente história de amor com um apelo a uma maior compreensão de uma das doenças mais cruéis – a lepra." - The Times
“Descrições maravilhosas, personagens fortes e um retrato intimo de uma ilha.” - Woman & Home
“Uma narrativa rica, inundada de detalhes únicos.” - The Daily Mail
“Fortíssimo. Com um grande impacto emocional.” - The Daily Telegraph
A Minha Opinião:
Amei divinalmente este livro.
Li devagar, muito lentamente, porque me deixei saborear pelas palavras e pelo conforto das personagens… Quanto mais demorava a ler, mais tempo ficava dentro do livro e não queria sair dali tão depressa.
Fiquei a saber muito sobre a Colónia de leprosos que existiu na ilha Spinalónga entre 1903 e 1957.

Nestes tempos, as pessoas que tinham lepra eram dolorosamente separadas das famílias e transferidas para a Ilha onde ficavam até morrer. Iam para lá, todo o tipo de pessoas, desde os
pobres aos ricos, entre quais advogados, engenheiros, professores, etc. Estes últimos tinham dinheiro mas não havia tratamento ou cura, e todos lá iam à Ilha para não contagiar os outros.
O que eles (entre quais, a bisavó e a tia-avó da Alexis) sentiram quando pisaram pela primeira vez a Ilha, é de jorrar as emoções... Mas depois quando entravam para dentro da Colónia, era de abrir a boca num espanto...
Apesar da terrível doença e das suas consequências aflitivas e dolorosas, havia Vida na Colónia. Não vou especificar nem pormenorizar o que os leprosos faziam para tornar a Ilha confortável e preenchida. Foi isto que me surpreendeu e que me fez admirar por aqueles leprosos.
E, quando finalmente a cura apareceu e todos puderam regressar aos seus antigos lares, alguns apesar de terem ficado contente com a liberdade por que ansiavam tanto, não queriam deixar a Ilha, como por exemplo, o Dimitri que foi mais feliz ali do que seria na Terra...
O livro não só fala da ilha como também das pessoas que viviam no outro lado - a Creta. A ignorância e os medos que os cretenses tinham acerca da lepra e da Ilha. Também relata uma parte em que os alemães do Hitler dominaram a Creta e do que os cretenses sofreram com a Guerra ao passo que os leprosos estavam em segurança na Ilha...
Os pontos mais elevados são obviamente sobre a família passada de Alexis, começando pela bisavó Eleni que era professora e amada pelo povo cretense... Há amores, desilusões, mágoas, felicidades, amizades. É realmente uma intensa épica familiar!
Amei mesmo.
Classificação de estrelas
* * * * *
(Excelente!)
Outras opiniões:
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Ilha Spinalónga
Ao ver este pequeno vídeo, uma visita à Ilha Spinalonga, senti o arrepio forte e chorei... O túnel. As casas algumas já em ruínas. O cemitério.
Relíquia
In Douglas Preston, In Lincoln Childquinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sinopse:
Num dos maiores museus do mundo, esconde-se um dos maiores segredos do passado
Quando uma equipa de arqueólogos é selvaticamente massacrada na bacia do Amazonas, tudo o que resta da expedição é a estátua arrepiante de um deus, que acaba por ser enviada para o Museu de História Natural de Nova Iorque.Mas o coração negro da Amazónia nunca esquece. Algum tempo depois, quando o museu decide expôr a estátua, alguém ou algo começa a vaguear pelos corredores e galerias poeirentas do museu. E é então que se dão as mortes brutais. Mas quem será o responsável? Um louco... ou algo muito mais inexplicável? Relíquia é um romance arrepiante onde se entrelaça o dia a dia de um enorme museu com factos científicos, personagens poderosas e um enredo que arrebata o leitor da primeira página até à reviravolta final.
"Um thriller intrigante que não deixa ninguém indiferente."
-Publishers Weekly
"Uma aventura maravilhosa e inesquecível."
-Chicago Tribune
A Minha Opinião:
Gostei bastante deste thriller! É de facto deveras ARREPIANTE mas, ao mesmo tempo, interessante e inteligente! Surpreendeu-me pela positiva, não há margem para dúvida!
Tudo de macabro começa à volta de umas plantas e de uma estatueta Mbwun… Quando o Museu de História Natural de Nova Iorque decide expor a estatueta Mbwun para a “Exposição sobre Superstições”, acontece mortes brutais: corpos cruelmente esventrados por garras e cabeças cortadas com um buraco aberto no cimo do crânio e com o hipotálamo (é uma região situada na base do cérebro, abaixo do tálamo, e que controla o funcionamento de importantes actividades do organismo, nomeadamente o sono, o metabolismo da água, a temperatura corporal, etc.) comido!
Será a maldição da estatueta? Algo sobrenatural? Se não é, então o que é “aquilo” que anda a provocar estas “mortes brutais” com uma força duplicada à da humanidade?
A maior LOUCURA e TERRORIFICA disto tudo, apesar da “maldição” estar à solta no museu e destes crimes recentes, o museu decide (por motivos burocráticos) abrir a “Exposição sobre Superstições” ao público com reforços e vigilância do FBI…
O que irá acontecer depois, na abertura da exposição, com um Presidente da Câmara e muitos convidados, é de cortar o fôlego!
Não consegui parar de ler! A revelação é muito surpreendente e muito interessante mesmo!
No entanto, devo mencionar que o tipo de escrita deste livro não é propriamente uma literatura, é apenas uma história policial, ou antes, uma história de terror policial e científica que sucede dentro do Museu de História Natural de Nova Iorque. Ou seja, não há romances/amores entre personagens, mas é uma mulher que vai descobrir o que é “aquilo” e é ela que irá ajudar/orientar o FBI e acabar com “aquilo”… É uma aluna do doutoramento que ali estava, por acaso, a fazer um trabalho de investigação de etnofarmacologia para a tese no Museu. Uma heroína jovem e intelectual, gostei desta personagem!
O que eu achei fascinante deste livro foram os factos científicos. Acima de tudo, a investigação, a explicação dedutiva/teórica e, por fim, a descoberta!
O autor Douglas Preston trabalhou durante vários anos neste museu e por isso conseguiu descrever bem as coisas do museu, como é que os cientistas trabalhavam no dia a dia e como se relacionavam profissionalmente, como eram organizadas ou tomadas as decisões sobre as exposições, como eram as salas de armazenamento, também conta como o museu foi construído, mas tudo é relatado de forma leve e interessante, dentro da espontaneidade do desenrolar da história.
Cinematográfica:
Foi feito um filme baseado deste livro em 1997.
Classificação de estrelas
* * * *
(Bom)
Harry Potter e os Talismãs da Morte
In J. K. Rowlingquarta-feira, 13 de agosto de 2008
Gostei deste último livro da saga HP mas não o considero como o melhor de todos volumes, ao contrário da maioria de leitores.
Já tinha pegado este livro em Dezembro e não me agarrara logo pois, pu-lo de parte e peguei noutro. Só neste Verão é que consegui - finalmente!- de o ler mas, ao princípio, a muito custo… A história só começa a ganhar garra ou despertar-se a meio do livro! Pois… A melhor parte, sem dúvida, foram as revelações, as surpresas e o final!!!
Em relação ao último capítulo do livro, “dezanove anos depois”, fiquei desiludida. Achei demasiado apressado, resumido, previsível, superficial…
Foi bom enquanto durou esta saga ao longo de 7 anos, desde 2001! Os que gostei mais, foram “O Prisioneiro de Azkaban” e “O Cálice de Fogo” - os mais emocionantes e exaltantes!
Classificação: 3/5
Nome de Código: Leoparda
In Ken Follettdomingo, 27 de julho de 2008
Trinta e seis sobreviveram à guerra.
As outras catorze deram as suas vidas.
Este livro é dedicado a todas

O Dia D aproxima-se. Os serviços britânicos têm de destruir o sistema de comunicações em St. Cecile para os nazis não terem tempo de reagir. Felicity dispõe apenas de algumas horas para recrutar uma equipa de mulheres dispostas a destruir o ninho dos nazis em solo francês. A operação é arriscada, o sucesso imperativo. Uma cigana, duas lésbicas, um travesti, uma aristocrata. O perfil das escolhidas pode parecer insólito mas cada uma delas terá um papel fulcral na operação.
Baseado em factos reais, «Nome de código: Leoparda» regressa às secretas operações de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial. Retirando do anonimato a meia centena de mulheres que o serviço do Executivo de Operações Especiais enviou para a França ocupada, o autor inglês constrói um fabuloso thriller de suspense e acção em torno de uma equipa de mulheres espias.
A minha opinião:
Adorei! O primeiro livro do Ken Follett que li.
Comprei este livro, através do Círculo de Leitores, há uns anos quando o Ken Follett ainda não era conhecido entre os povos portugueses, ou seja, ainda “Os pilares da Terra” não eram editados nas livrarias portuguesas....
Não foi o título que me cativou nem tão pouco o tema sobre a Segunda Guerra Mundial, mas sim foi a sinopse do livro, a história em si. Já tinha visto séries e filmes sobre este tema; já conhecia a história da guerra, a espionagem, os agentes secretos, os campos de concentração, mas nada sobre este tipo de história: uma equipa secreta de mulheres sendo lideradas por uma outra mulher!
O título original do livro “Jackdaws” significa “Gralhas”. Mas a tradução portuguesa deu-lhe outro título: “Nome de código: Leoparda”. Claro que este título, logo à partida, parece não ter nenhum significado, ou seja, não faz chamar muita atenção por parte dos leitores pois, é um pouco ou nada apelativo, para além de ser totalmente desconhecido e até ser um pouco “pesado”. Só lendo é que se sabe e só depois é que se tem uma grande consideração e admiração pelo título!
“Leoparda” é um nome de código de uma mulher, isto não é segredo, sabe-se logo desde as primeiras páginas. Todos os agentes secretos tinham nomes de código, não se podiam dizer os seus nomes verdadeiros, para o caso de serem capturados e interrogados pela Gestapo…
A heroína do livro é a “Leoparda”. Uma major britânica de uma organização secreta, “Executivo de Operações Especiais”: «Magra e pequena, com cabelo louro encaracolado cortado curto e uns encantadores olhos verdes, (…), havendo nela algo de sensual…»
É ela que vai liderar a equipa “Gralhas”: Diana, Greta, Ruby, Jelly e Maude. Têm uma missão muito perigosa e, ainda por cima, as cinco mulheres não vão definitivamente preparadas…
O livro não fala só de espionagem, mas também dos sentimentos de várias personagens, tanto os aliados como os alemães.
Outras curiosidades:
Através de pesquisas, soube que foram escritos vários livros sobre as verdadeiras heroínas da SOE (The Special Operation Executive):




Infelizmente, estes livros não se encontram traduzidos em Portugal.
E, ainda mais, foi feito há pouco tempo um filme intitulado de "Female Agents", não é adaptado deste livro mas é sobre esta temática, sobre as mulheres de SOE:
Que este filme chegue depressa a Portugal!!!
WISHLIST: livros do Ken Follett
terça-feira, 22 de julho de 2008





Terapia de Choque
In Sebastian Fitzeksábado, 19 de julho de 2008

Sinopse:
Josy, a filha de doze anos do famoso psiquiatra Viktor Larenz, desaparece em circunstâncias que permanecem um mistério e o seu destino é uma incógnita… Victor vê o seu mundo a desabar e refugia-se na casa de férias, na remota ilha de Parkum, no mar do Norte.
Quatro anos mais tarde, Anna, uma bela desconhecida, autora de livros para crianças, procura-o em auxílio. É uma mulher atormentada por alucinações e pesadelos, nos quais surge continuamente uma menina que desapareceu sem deixar rasto, tal como Josy…
Viktor começa a fazer terapia a Anna, que se vai transformando em dramáticas sessões de perguntas e respostas, onde a sua nova paciente vai revelando pormenores do desaparecimento de Josy que supostamente não devia saber…
Desenvolvimentos surpreendentes, de capítulo em capítulo, fazem de A Terapia de Choque um thriller psicológico intenso, de cortar a respiração e impossível de largar até que se conheça o desenlace final.
Bild am Sonntag
«Sem dúvida, o mais envolvente e tortuoso thriller dos últimos tempos.»
Die Bunt
«Uma verdadeira montanha-russa de emoções e sobressaltos, de primeira qualidade.»
RTL
A Minha Opinião:
É realmente um thriller de cortar a respiração! Quase ia ficando "maluca" porque nada parecia fazer sentido... Cada vez que acabava um capítulo e passava para outro, ficava mais baralhada ou confusa, e depois não conseguia parar de ler, foi uma corrida de leitura desenfreada, sufocante até, só para chegar à tal revelação!! O final foi muito surpreendente!
Outras opiniões:
http://prazer-de-ler.blogspot.com/2007/10/sinopse-josy-filha-de-doze-anos-do_31.html
Um Pequeno Grande Amor
In Fátima Lopesquinta-feira, 17 de julho de 2008
Sinopse:
O amor por um filho não é fácil de descrever. Sente-se todos os dias. Mesmo quando a vida na prega partidas, quando os casamentos se desfazem, quando estamos cansados e nada parece fazer sentido, há sempre um pequeno grande amor que fala mais alto. Neste segundo romance, Fátima Lopes onde conta a história de Gonçalo e Estela, duas crianças que têm em comum serem filhas de pais divorciados. Nada apontava para o fim daquele casamento. Margarida, com um bebé de meses nos braços, apaixona-se e decide separar-se. Com o divórcio, vêm as ameaças e as chantagens. É neste ambiente que cresce Gonçalo, protegido pelo amor de uma mãe disposta a tudo para garantir a felicidade do filho. Estela não está nas prioridades da mãe, ocupada entre o trabalho e as amigas. Foi o pai que lhe mudou as fraldas e a embalou nas noites agitadas. Com o divórcio, este pai não desiste de acompanhar a filha em todos os grandes passos da sua vida. Num discurso sensível e intimista, Fátima Lopes transporta-nos para o universo dos mais pequenos. Como os seus olhos vêem os dramas dos adultos, como sentem as disputas e os insultos sem sentido, como sofrem sem perceberem a razão. Os nossos filhos serão sempre pequenos para receber o grande amor que temos para lhes dar.
A Minha Opinião
Este livro foi o primeiro que li da Fátima Lopes e gostei. Fez-me reflectir…
Margarida e Sérgio. Um casal como entre muitos. Quando não há felicidade e amor entre marido e mulher, o casamento deve manter-se até ao fim dos seus dias? Quando uma mulher é tratada com indiferença e frieza pelo marido, deve continuar casada segundo as tradições? Margarida e Sérgio pensaram que um filho iria dar um milagre à relação ou que iria fazer com que o marido mudasse o comportamento para melhor, e fizeram-no. Mas não resultou, depois de o filho ter nascido, um fosso entre os dois permaneceu. E agora, devem continuar a estar casados por causa do filho? Se os dois não estavam bem um com o outro, como é que podiam dar felicidade à criança? Só havia uma solução: o divórcio. Foi esta a decisão da Margarida, foi o facto de se ter apaixonado por outro homem que ganhou coragem para este fim... O grande problema é que tanto o pai como a mãe ama incondicionalmente o filho e como é que podiam “dividi-lo” ao meio para cada um? Como irão o pai e a mãe fazer com isto? Como irá o pai falar ao filho acerca da mãe deste, e vice-versa? E o que irá acontecer à criança (Gonçalo) no meio disto tudo?
Não conto mais. O que vai acontecer depois, é a força da história. Margarida é uma mãe exemplar! A Estela só aparece na adolescência do Gonçalo e os dois se tornam grandes amigos por uma coisa em comum: serem filhos de pais divorciados... E neste caso, é o pai de Estela que é exemplar!
Fiquei muito impressionada! Para dizer a verdade, infelizmente, reconheci algumas destas situações. Tenho amigos que são pais divorciados e tive uma amiga de infância cujos pais eram divorciados. No entanto, posso dizer que há divórcios pacíficos e bem sucedidos e estas crianças são felizes.
Recomendo este livro a todos os pais.
Uma Amiga como Shiva
In Marta Curtosegunda-feira, 7 de julho de 2008

Sinopse:
Este é um livro sobre um menino que voltou a gostar da vida através dos olhos de uma cadela.
Daniel ficou doente com apenas seis anos. Um terrível cancro tomou conta do seu corpo e do seu dia-a-dia. De um momento para o outro a sua vida mudou. Teve de abandonar a escola e fazer os penosos tratamentos que lhe salvariam a vida. Aí deram-lhe um «capacete» com o seu nome, igual ao de tantos outros meninos. Fez novos amigos com a mesma rapidez com que os perdeu. Nada parecia estar feito para durar...
Quando Shiva entrou no seu mundo, o mesmo ganhou cor. Tornou- se azul, como o tom profundo do olhar da sua cadela. Na sua nova companheira Daniel encontrou uma amiga fiel que não o abandonaria nunca!
Este é um livro sobre um menino que voltou a gostar da vida através dos olhos de uma cadela.
Mas também é um livro sobre uma cadela demasiado grande, teimosa e humana que encontrou o menino da sua vida.
Baseado numa história verídica.
A Minha Opinião:
Uma leitura deveras emocionante, demasiado forte! Não pude ler o livro em plena rua porque, ao ler cada página, os meus olhos humedeciam-se de lágrimas... Doeu-me muito ler o horror disto tudo: as crianças com cancro, a quimioterapia, a morte... Mas entrou Shiva e ela fez MUITO mais! Deu cor à história e a tudo. Com esta cadela, senti emoções tão palpáveis! Não vou contar o que ela fez... Muitas coisas que eu não sabia e aprendi muito, de facto! É baseado numa história verídica.
Aplausos para a Marta Curto que ganhou a minha admiração. Gostei muito da escrita dela! Simples mas profunda. Frases curtas mas fortemente sentidas. Descrições excelentes que são capazes de nos tocar na alma.
Gostei imenso do livro! A Shiva, a sempre Shiva!
Água aos Elefantes
In Sara Gruendomingo, 6 de julho de 2008

Sinopse:
«Senhoras e senhores, meninos e meninas, o espectáculo vai começar!»
Apesar de não falar delas, as recordações ainda habitam a mente do velho Jacob Jankowski. Recordações dele próprio quando jovem, lançado pelo destino para um comboio vacilante que hospedava o Benzini Brothers, o Maior Espectáculo da Terra.
Estava-se nos primeiros anos da Grande Depressão e para Jacob, agora com noventa anos, o mundo do circo relembra-lhe simultaneamente a sua salvação, mas também um inferno real. Na altura, ele era um veterinário recém-licenciado, que foi encarregado de tratar de Rosie, a coqueluche do circo, um aparentemente indomável elefante-fêmea que era a grande esperança deste circo de terceira categoria. Foi aí que Jacob conheceu Marlena, a bela estrela do número equestre, casada com August, o carismático, mas malvado, treinador de animais. O laço nascido no seio deste trio improvável era um laço de amor e de confiança e, em última instância, a sua única esperança de sobrevivência.
Surpreendente, tocante e divertido, Água aos Elefantes é um daqueles raros romances com uma história tão cativante que o leitor fica relutante em pousá-lo; com personagens de tal forma aliciantes que continuam a viver muito depois da última página ter sido virada; com um mundo construído com prodígio, um mundo tão real que o leitor começa a respirar o seu ar.
Rui Lagartinho
«Uma obra surpreendente… a autora guarda uma magnífica revelação para as últimas páginas, transformando um romance simples num encantador conto de fadas.»
The New York Times Book Review
«Tão intenso, tão pormenorizado e tão vivo, que o leitor não consegue separar-se do livro nem por um minuto sequer.»
Chicago Tribun
A Minha Opinião:
Gostei muito. Uma história diferente do que já tinha lido, uma história bastante interessante que se passa num circo nos anos 30-40... O mais emocionante da história é a elefante-fêmea Rosie que me tocou imenso, afeiçoei-me completamente a ela. Tive algumas gargalhadas com as aventuras do Jacob, com os animais, com o anão kinko/walter; comovi-me com algumas amizades que se desenvolveram ao longo da história, e também libertei lágrimas pelas terríveis maldades que têm acontecido no decorrer da história...
O livro é ficcional mas alguns acontecimentos são baseados em factos verídicos. A deslocação do circo, de terra em terra, no comboio e os elefantes. Trabalhadores, artistas, chefes e os animais. Tudo pormenorizado, até inclui as fotografias a preto e branco que foram retiradas de um Museu Circense para nos dar uma ideia nítida de como era o interior de um comboio circense, como montavam as tendas, como eram as aberrações, etc...
O livro tem 400 páginas mas devorei-o em cinco dias (normalmente, com este nº de páginas, demoro duas semanas). A leitura é bastante leve, que se lê muito bem sem fazer nenhum esforço e, além disto, é uma boa história.
Agora, fiquei com uma vontade enorme de ir ao circo, ver o espectáculo com elefantes e de lhes dar uma festinha! :)






