Um Grito na Noite

quarta-feira, 16 de setembro de 2009


Título: Um Grito na Noite
Autor(es): Higgins Clark, Mary
Pág.: 340
Editora: Livros do Brasil
Colecção: Vida e Aventura
Número: 64
Ano: 1982




A Minha Opinião:

Confesso que cheguei a um ponto de ter ficado irritada com a personagem principal devido às suas fraquezas e medo… Estive para desistir o livro até que ela se revolveu reagir e, a partir daí, não tenho parado de ler, numa ânsia desenfreada de saber o desfecho!

O facto de ter ficado irritada com a Jenny, foi pelo facto de ter lido a sinopse do livro (tem uma frase bem sublinhada que revela o conteúdo de toda a história) e assim ter ficado a saber... Se não tivesse lido, teria levado mais tempo a perceber e teria ficado mais rendida ao desenrolar da história… o suspense seria mais apetecível e a Jenny mais suportável e compreendida!

Felizmente, a sinopse não estragou tudo, só no único senão que foi de saber quem era o mau ou a má da fita. Apesar da revelação, houve pequenas surpresas. E não faltou doses de terror que a MHC tão bem sabe descrever!

Assim, peço que, quem tiver este livro ou se pedir a alguém emprestado, não leiam a sinopse!

Este não é definitivamente um dos melhores da MHC nem é um dos piores. Mas gostei, é uma história bem contada e surpreendente, com suspense garantido de alto nível.

Classificação: 3/5 (teria dado um 4 se não fosse a sinopse)


Sinopse (criada por mim):

Deixem-vos entrar neste mistério sem expectativas. Conheçam simplesmente a Jenny MacPortland, uma linda mulher de olhos verdes e cabelos negros, divorciada e mãe de duas filhas pequenitas. Ela trabalha numa galeria de Artes. E conheçam o Erich Krueger, um homem loiro e de olhos azuis, que é um famoso Artista, pintor de quadros encantadores, cheios de sensibilidade e ternura. Acompanhem estas personagens até à Mansão... lá irão acontecer coisas inimagináveis, sobretudo para a Jenny, o que ela irá sofrer... haverá momentos de terror e suspense... Será sobrenatural? Paranóia psicologica? Sonambulismo? Ou outra coisa? A revelação final é... chocante!

O Vigilante

domingo, 6 de setembro de 2009



Título: O Vigilante
Autor(es):Waters, Sarah

Pág.: 448
Número: 34
ISBN: 972-53-0316-4
Ano: 2006



FINALISTA DO BOOKER PRIZE 2006

Depois de três romances onde retratava com mestria a Londres victoriana, Sarah Waters decide avançar no tempo e mergulhar a fundo na década de 40, com os seus bombardeamentos aéreos, ruas em black-out, perigos sempre à espreita e amores muito pouco lícitos.
Terno e trágico, construído de forma original e arrebatadora, O Vigilante é, acima de tudo, uma obra sobre as relações humanas, em toda a sua complexidade e riqueza, e com um lado inesperado quanto baste.
Mais uma obra brilhante e envolvente desta escritora que tão bem nos sabe conquistar.


«Uma escritora brilhante…os seus leitores acreditarão em tudo o que lhes diga» - A.N. Wilson


A Minha Opinião:

Surpreendeu-me muito pela positiva! O desenrolar da história em si, os personagens, a riqueza dos sentimentos. Uma escrita envolvente, nítida, palpável…

A história passa-se na década 40 (durante e depois da 2ª Guerra Mundial) em Londres. Sabe-se que esta cidade foi bombardeada pelos alemães. As casas assim como os monumentos históricos foram destruídos e morreram muitos inocentes.


Mas os sentimentos estão em primeiro plano, sendo a 2ªGuerra Mundial como pano de fundo.

Centra-se na vida de quatro pessoas londrinas: Kay, Helen, Vivien e Duncan. Fala de relações humanas, dos sentimentos e das mentalidades daquela altura. Aborda temas como homossexualidade, infidelidade e aborto.

Kay e Helen eram mulheres que amavam mulheres, ambas fisicamente antagónicas, a primeira masculina e a segunda feminina. Vivien era amante de um homem casado e passou por horrores do aborto. E, Duncan, irmão da Vivien, foi preso durante a 2ª Guerra Mundial. Estas quatro pessoas, todas diferentes e complexas, não se enquadravam naquele tempo…

Achei as descrições impressionantes. Deu-me sensação de estar na 2ª Guerra Mundial, com estas personagens, a ouvir os apitos ou o grito dos Vigilantes, a ver as casas arderem ou a serem esventradas, a respirar o caos preto, as mortes… E, acima de tudo, senti o medo/pânico destas personagens, pois podiam ser atingidas em qualquer momento pelas bombas aéreas dos alemães! Quanto aos sentimentos, achei-os tão ricos e verdadeiros! Uma carga psicológica surpreendentemente real e bastante atingivel.

A história tem um desenrolar de acontecimentos bastante original: começa no pós Guerra e depois se vai recuando até à 2ªGuerra Mundial. Tem três partes: a primeira - ano de 1947, a segunda - 1944 e a terceira - 1941. No entanto, há sempre surpresas/reviravoltas ao longo do livro, mantendo-se o suspense que nos faz agarrar e também a afeiçoarmos às personagens.

Este livro foi inspirado através de vários livros não-ficção. Sarah Waters é uma autora a ter atenção!

Classificação: 6/5 (ultrapassou a escala normal de 1 a 5, é o meu livro de eleição!)


Sobre a Escritora:

Sarah Waters nasceu no País de Gales em 1966 e é doutorada em Literatura Inglesa. Em 1998 recebeu o prémio New London Writers. Em 2000 recebeu o prémio do Sunday Times para jovens escritores e o prémio Somerset Maugham, ambos por Afinidade. O romance Falsas Aparências foi ainda finalista do Booker Prize. Foi considerada pela prestigiada revista Granta uma das 20 jovens escritoras britânicas mais promissoras.



Publicados em Portugal pela Editora Bizâncio:
Afinidade
Falsas Aparências
O Vigilante
Toque de Veludo

Nunca me Esqueças

domingo, 23 de agosto de 2009


(para ler a sinopse, clique aqui)


A Minha opinião:

Antes de iniciar a esta leitura, li opiniões da blogsfera, bastante favoráveis, os quais diziam que se tratava de um excelente romance histórico sobre uma grande mulher, uma história verídica. Segundo elas, a capa, a sinopse e o invólucro (saco de renda branco com bolinhas prateadas) eram enganadores...! Todas as opiniões falaram da colónia penal, da deportação desta mulher à Austrália e das adversidades por que ela passou, mas não mencionaram para além disto! Assim, somando a capa “romanceada”, o invólucro horrível e as opiniões resumidas, fui adiando o momento para o pegar. Se me tivessem dito de quem era esta mulher, eu teria pegado imediatamente no livro!

Agora, deixem-me falar um pouco desta heroína: era uma rapariga camponesa, de aparência simples, cabelos encaracolados escuros e olhos cinzentos. Uma verdadeira maria-rapaz, bastante inteligente e curiosa, convivia-se mais com rapazes – gostava das coisas que eles faziam como por exemplo brincar com o papagaio de vento e correr, deliciava-se a escutar as conversas dos homens sobre viagens marítimas, guerra e outros assuntos. Era uma rapariga que ansiava por aventuras em vez de casar e ter filhos e não tinha medo de nada! Um dia, partiu da sua terra natal – Fowey (Cornualha), deixando para trás a sua família: pais e irmã assim como a segurança e conforto da casa, em busca de uma vida mais emocionante noutras paragens.

No entanto, Mary Broad foi presa por roubo, precisamente, poucas semanas antes de fazer 20 anos de idade! Como é que chegou a este ponto?

Naquele tempo, nos finais do século XVIII, os castigos impostos aos prisioneiros eram muito severos, mesmo aqueles que tinham roubado uma centelha de comida ou uma miséria de roupa - por exemplo um lençol, eram mandados à forca. No caso da Mary Broad, era para esse fim, mas calhou-lhe ser deportada para Austrália.

Como foi a viagem de Inglaterra àAustrália? Como foram tratados os prisioneiros? Como foi a colónia penal? O que fez Mary Broad? Como é que esta mulher enfrentou as adversidades e conseguiu ultrapassá-las?

Desde a parte do livro, em que a Mary Broad fugiu da colónia, juntamente com outros prisioneiros e os seus dois filhos, deslocando num pequeno barco por mares desconhecidos, não tenho conseguido parar de ler, de tão nervosa estava, fazendo forças para que conseguissem chegar sãos e salvos a uma terra! A ideia e a organização desta fuga foram inteiramente dela, graças à sua inteligência, perspicácia e determinação. Mas foi, acima de tudo, o amor que tinha aos seus filhos que a impulsionou para a fuga. A colónia penal não era um sítio para os filhos crescerem – só lendo, saberão porquê! A fuga foi terrível: passaram por tempestades, ataques dos indígenas, fome... E conseguiram? Ou não?

Mary Broad conquistou o meu coração assim como conquistou os corações dos outros e de toda a Inglaterra daquela altura quando a sua fuga foi divulgada nos jornais.

A escrita é bastante fluente e envolvente, o que ajudou a tornar a história ainda mais emocionante e comovente, de derramar as lágrimas!

Entrem no livro e seguem o rasto de Mary Broad, desta mulher fabulosa, que NUNCA DEVE SER ESQUECIDA!

Adorei!

Classificação: 5/5


Sobre a Escritora:

Lesley Pearse é autora de uma vasta obra já traduzida para mais de trinta línguas, tendo vendido cerca de três milhões de exemplares. A própria vida da escritora é uma grande fonte de material para os seus romances, quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária.



A Filha do Pescador

segunda-feira, 17 de agosto de 2009


(Para ler a sinopse, clique aqui)


«Recheado da mais saborosa comida, pleno de paixão e mistérios, A Filha do Pescador decorre numa cidade com tanta personalidade que não é difícil perdermo-nos nas suas ruas, esplanadas, mercados e pizarias, que constituem, afinal, o mundo de Raffaella, e tornarmo-nos numa pequena parte do interminável espectáculo da sua vida.»



A Minha Opinião:

Escolhi este livro para leituras de Verão porque adoro Itália, a comida e o povo italiano. Foi uma boa selecção. Gostei!

É uma história que se passa numa vila italiana - dividida em duas partes: a pequena e a grande Triento. Envolve várias personagens como uma novela italiana. As personagens como a Rafaella – filha de um pescador com uma estonteante beleza mediterrânea mas bastante ingénua e a Carlotta – filha de um jardineiro que esconde uma tristeza profunda, cativaram-me inteiramente.

Esta história não tem nada a ver com o outro livro que li “Caffé Amore”, embora a escrita tenha a mesma simplicidade e leveza. Achei-a mais dinâmica e interessante. Desenrola em torno da construção de uma estátua de Cristo no topo da montanha em que irá causar conflitos entre classes sociais…

A descrição deste povo italiano com os seus costumes, tradições e mexericos é impressionante.

Há alegrias e tristezas, há festas e mortes, há generosidades e ódios, há amizades e inimizades, há amores e desamores… Este livro pinta a Vida e transforma-a em carne e osso. Nada é perfeito. Não há respostas para tudo. A Vida encontra-se permanentemente envolta em mistério.

Há um único senão que me desiludiu: esta vila Triento só existe na imaginação da autora. Mas a estátua desta história foi inspirada da estátua de outra vila: Maratea. As características desta estátua e a do livro são idênticas.





A história assim como os personagens são totalmente fictícios. No entanto, vi dois filmes verídicos de origem italiana: Malena (sinopse - aqui; trailler - aqui) e Respiro (sinopse - aqui; trailler - aqui) .

E assim, devo dizer que as personagens construídas no livro, por exemplo a beleza e a ingenuidade de Rafaella e os pescadores, não estão muito longe da realidade.

Classificação: 3/5 (Vale a pena ler!)


Biografia da Escritora:

Nicky Pellegrino nasceu em 1964 e cresceu em Inglaterra, mas passou os verões da sua infância no Sul de Itália. Vive actualmente em Auckland, na Nova Zelândia, onde trabalha como editora da New Zealand Weddings.
Na ASA foram já publicados com grande sucesso os seus romances:
- Caffè Amore,
- A Filha do Pescador
- A Noiva Italiana.

O Menino e o Cavalo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009


A extraordinária viagem de um pai para curar o filho



Sinopse:

Rupert Isaacson tinha sonhado o melhor para o filho, imaginava as brincadeiras, as conversas, os passeios… Depois de Rowan nascer, porém, começou a perceber que o seu sonho nunca se iria realizar. O menino não falava, não reagia, refugiava-se no seu mundo, fechado numa concha invisível. Era autista.

O Menino e o Cavalo é a história real, extraordinária, de um pai que vai até aos confins do mundo para curar o filho. É a aventura de uma família única, que arrisca tudo, movida por uma fé inabalável. E que, nas distantes estepes da Mongólia, consegue finalmente o milagre de abrir a concha, e entrar no mundo misterioso de Rowan.



A Minha Opinião:

Terminei o livro com olhos embaciados e coração embebido de ternura… Uma história verídica simplesmente fenomenal, emocionante e triunfante!

Prendeu-me desde as primeiras páginas, uma escrita tão fluente e límpida, com deliciosas descrições da Natureza e dos cavalos e, acima de tudo, da luta e do Amor dos pais para o bem do seu filho autista.

O livro começa com um encontro amoroso entre Rupert e Kristin, num país bastante longínquo dos seus países de origem, na Índia. E depois, casaram-se e anos mais tarde, veio o Rowan, fruto dos dois.

Antes do nascimento de Rowan, Rupert ainda trabalhou em África do Sul, ao lado dos xamãs africanos, ajudando-os a recuperar as suas terras que lhes foram tiradas para as minas.

Já Rowan com três anos de idade e com o autismo recentemente diagnosticado, estes xamãs da África visitaram os EUA, a fim de pedir apoio ao Estado para a recuperação das suas terras, e Rupert decidiu levar o filho aos xamãs para ser observado e ser tocado... Para o meu espanto, os rituais destes xamãs, com danças, tambores, cantos, deram resultado! Houve mudanças surpreendentes em Rowan… Mas os efeitos milagrosos duraram pouco tempo.

Um dia, Rowan escapou-se à vigilância do seu pai e invadiu no rancho do vizinho, atirando-se depois para debaixo de uma égua, mesmo próximo dos seus cascos... E o que aconteceu? Rowan foi pisado? A égua deu-lhe coices? Não vou contar! Achei lindo, impressionante, comovente! Rupert descreveu estas cenas que são de tocar o coração!

A seguir, o pai Rupert, sendo treinador e amador de cavalos, experimentou a montar com o filho, os dois acima da égua. E fez-me sorrir, emocionar, arrepiar... O Rowan extasiava-se, ria-se! Pedia mais e mais, o galope! E começava a comunicar correctamente...

Contudo, aos cinco anos de idade, o seu estado de autismo agravou-se de mal a pior, mesmo com passeios diários a cavalo...

Os resultados que o Rowan teve com xamãs africanos não foram esquecidos e Rupert teve então uma ideia LOUCA, escutando a sua forte intuição: levar o filho aos xamãs do povo das Renas da Mongólia, fazendo percursos a cavalo durante muitos dias, passando pelas montanhas, rios, pântanos…!

Foi uma aventura SOBERBA, DIVINAL que presenciei literalmente com esta família absolutamente FANTÁSTICA na Mongólia. Fiquei a saber mais coisas sobre este País remoto: a História no tempo da invasão soviética e o que estes Russos faziam aos xamãs, a natureza - os lagos purificantes, os cavalos selvagens da Mongólia, as Renas e outros animais, os gers, o Xamamismo. E o Rowan? Que lhe aconteceu? Como ficou depois desta viagem?

Aqui estão algumas fotos que também se encontram no livro:






Adorei! Adorei!

Classificação: 5/5


Outras Opiniões:

Aqui #1 (blog:Leituras e Outras Aventuras)

E Depois...

domingo, 26 de julho de 2009





Sinopse:

E se alguém lhe dissesse que ia morrer?

Nova Iorque, terraço do Empire State Building, página 33:

"- Nathan, repara no rapaz do anoraque laranja.
- Caramba, Garrett, porque é que devo olhar para ele?
- Porque ele vai morrer.
Em menos de um minuto, o adolescente dá um tiro na cabeça".

É assim que Nathan Del Amico, um brilhante advogado nova-iorquino, descobre o estranho dom de Garrett Goodrich. Quem é Garrett Goodrich? Um reputado cancerologista, director de um importante centro de cuidados paliativos. Não parece ser um iluminado, mas diz-se capaz de prever a morte. Diz ter "uma missão": acompanhar aqueles que vão morrer até às fronteiras do outro mundo, para que deixem a vida em paz consigo mesmos. Perturbado, Nathan compreende que Garrett entrou em contacto com ele para o preparar a morrer. Numa corrida contra o tempo, Nathan tenta reparar os seus erros passados. Mas será que podemos, no espaço de alguns dias, reconstruir toda uma vida?


A minha Opinião:

ADOREI…! É definitivamente um dos meus predilectos livros, não o melhor em termos de literatura mas que teve bastante significado para mim.

A sinopse diz tudo. Quem é realmente Garrett Goodrich? O que é sentir quando se sabe que vai morrer? Como agir ou como resolver todos os erros pessoais numa corrida contra o tempo?

«Guillaume Musso apresenta-nos um romance denso, mágico, envolvente, que aborda temas graves com uma leveza surpreendente. Verdadeiro hino à vida, é ainda uma formidável história de amor entre um homem preso no turbilhão da ascensão social, a mulher que ele quer reconquistar e uma filha por quem tem de viver a vida dela forma mais intensa possível»

Geralmente, quem está condenado, desperta para a Vida, vê-a com outros olhos, dá mais atenção às pessoas que mais ama, valoriza grandemente as coisas insignificantes, reconhece os seus erros mais profundos… Durante esse período de Despertar, vê finalmente o verdadeiro significado da Vida e do Amor.

É o que este protagonista que irá passar. No inicio, vai ter medo, um medo sufocante (é normal em relação à Morte, todos o temos), mas depois irá agir… Adorei a forma como este personagem passou, sentiu, lutou, reconheceu, enfrentou, solucionou… porque depois viu finalmente toda a força da VIDA e do AMOR, a tamanha beleza que está mesmo debaixo do nosso nariz, a parte mais emocionante e mais linda deste livro!

Ao contrário de alguns leitores, não achei esta história deprimente. É verdade que a Morte está bem patente nesta história, marca uma presença forte. Mas é precisamente isto que faz parte da Vida. Por isso, para aqueles que ainda não o leram ou que estão a começar a ler, há que ganhar coragem para este tipo de leitura e assim irão ver o que a história tem para vos dar.

Quanto ao final desta história, adivinhei… TUDO!

Classificação: 4/5 (apesar da classificação, este livro é um dos meus preferidos)


Outras opiniões:

Aqui #1 (do blog Estante de Livros, da Canochinha)


Capa Brasileira:



A capa do livro devia ser esta porque é o que tem a ver com a história. Um cisne? Sim, um cisne! E este lago... Foi num lago onde Nathan salvou a mulher do afogamento há muitos anos quando ambos eram crianças. É o que começa o livro, mais concretamente, no prólogo.

O Tigre Adormecido

quinta-feira, 9 de julho de 2009


(Para ler a sinopse, clique sobre a imagem)



A Minha Opinião:

Mais um livro de Rosamunde Pilcher que me agradou de ler. Que me suscitou doces gargalhadas e sorrisos de ternura.

A história gira em torno de Selina, uma rapariga de 20 anos, órfã de pais e criada pela avó materna. O pai morreu na 2ªGuerra Mundial pouco antes de ela nascer e a mãe no decorrer do parto. A avó não lhe dava referências acerca do pai nem lhe dizia qual era o nome deste. Entretanto, Selina ao folhear um livro, caiu uma fotografia e era de um homem. Por detrás desta foto, estava escrita uma mensagem dedicada à mãe dela e terminava assinado em iniciais. Guardou-a para si em total sigilo.
Cinco anos depois, o noivo dela oferece-lhe um livro. Na contracapa mostra um rosto do autor e este tem grandes semelhanças com o homem da fotografia descoberta, só que mais velho. Ainda por cima, os iniciais do nome do autor e do pai são os mesmos. Assim, Selina vai ao encalço daquele escritor…

Foi o quarto livro que li desta autora. Devo dizer que este livro está longe do nível literário de “Os Apanhadores de Conchas”. Eu diria que é um livro bebé, uma vez que foi escrito em 1968, ainda a autora era nova e tinha pouca experiência de vida. Contudo, apesar de a história estar menos desenvolvida e de conter diálogos curtos, este livro bebé desabrochou bem, exalando luz e perfume. A história está contada de uma maneira açucarada e ronronante. Gostei desta simplicidade, deu-me prazer de ler. E também gostei do ambiente e das personagens. Foi de facto uma leitura doce, especial e ao mesmo tempo engraçada.

É um livro ideal para se descontrair, passar um fim-de-semana agradável a ler sentada à sombra de uma árvore depois de uma semana de trabalho duro, ou descansar temporariamente de leituras pesadas. Lê-se num instante, são somente 200 páginas.

Classificação: 3/5

Meia-Noite e Quatro

quinta-feira, 2 de julho de 2009



O livro está dividido em duas histórias que não tem a ver uma com a outra. Cada história tem o começo e o fim.

Já li a primeira história: “A Policia da Biblioteca”.

Sinopse: «Um indivíduo de nome Sam é perseguido por uma bibliotecária que morreu há quarenta anos e o quer obrigar a devolver dois livros que ele pediu emprestados e não consegue encontrar em lugar nenhum.»

Achei original a esta história de terror em que envolve a biblioteca e os livros. Não se trata de fantasmas, longe disto. É outra coisa que não vou dizer o que é.
A forma como o Stephen King construiu a bibliotecária é genial! As descrições da biblioteca onde esta trabalhava, são espantosas! Ao entrar nesta biblioteca sob a forma de palavras, tive vertigens...! E aquela sala especialmente reservada para crianças com aqueles posters inimagináveis, nem se fala! Para mais, achei originais as histórias que esta bibliotecária contava às crianças… Conseguem imaginar os contos de fada a serem transformadas em contos de terror?! E o polícia da biblioteca, aquele que ia atrás do Sam, é mesmo medonho! Mas quem é este o policia da biblioteca? O final é uma "reviravolta", apesar de ser muito chocante.

Stephen King tem uma maneira de escrever simples, mas espectacular que faz com que entremos 100% para dentro da história que vemos todos os pormenores, escutamos todos os movimentos e até chegamos a apalpar todo o tipo de emoções como medo, comoção, amizade e até amor.

Quanto à segunda história que está relacionada com a fotografia da capa do livro, só irei ler mais tarde. É altura de uma pequena pausa para me poder respirar depois de uma viagem literária à Stephen King!

Classificação: 4/5 (Para a primeira história “O Polícia da Biblioteca – Bom!)

O Toque de Midas

sábado, 27 de junho de 2009



(Para ler a sinopse, clique sobre a imagem)



Críticas da Imprensa:

«Se tem assuntos por resolver, resolva-os. Se tem crianças, ponha-as na avó. Se tem a sopa ao lume, apague-o. É que este é daqueles livros que levam tudo atrás: uma vez que o comece, não irá conseguir deixar de o ler.» - Activa

«Uma história muito bem conseguida, colorida, acerca de personagens e lugares também eles bastante coloridos. O Toque de Midas é Colleen McCullough no seu melhor.» - Kirkus Reviews



A Minha Opinião:

Uma obra-prima, sem dúvida, soberba! São 500 páginas, mas que se lê deliciosamente, como que a saborear um gelado verdadeiro num dia quente de Verão!

A história decorre no século XIX desde a Escócia à Austrália. Gira em torno de Alexander, um bastardo de origem escocesa que foge da sua terra natal (Kinross) aos 15 anos de idade. Testemunhamos as suas aventuras, aprendizagens e descobertas, até se tornar num homem poderosamente rico. Alexander tinha um “faro” para o ouro, ou seja, "cheirava" o ouro, era assim chamado “O Toque de Midas”, daí o título do livro! E depois testemunhamos a sua vida de casado, de amante, de pai, de empresário...

O que torna o livro fabuloso, é a forma como a história está contada, faz com que nos sintamos dentro da história que até cheiramos o ouro, vemos a cidade do Alexander a crescer até se prosperar com o aparecimento da electricidade e outras invenções, ficamos a saber mais sobre as colónias, a politica e a religião daquele tempo, e ainda mais interessante a luta das mulheres com grande cérebro para exercer as mesmas funções que os homens! Na verdade, detesto politica mas a escrita da autora, límpida e clara, fez-me prender em relação a este tema, fez-me ficar com uma perspectiva diferente acerca da politica que chegou a suscitar-me vários pensamentos.
Há várias personagens que são tão variadas e ricas de personalidade! A família Kinross: Alexander e a sua esposa Elizabeth e as duas filhas (uma sobredotada e uma deficiente mental). A amante de Alexander, a Ruby e o filho desta - Lee. Os criados chineses e entre outras personagens. Há todos os ingredientes que tornam a história extremamente emocionante: amor, paixão, infidelidade, traição, amizade, tristeza, alegria, dificuldades, dúvidas, luta.... O final é muito surpreendente, um chocante clímax!

Para finalizar, é realmente uma história épica imperdível! Teria adorado de a ver transformada em série televisiva com vários episódios, como fizeram com "Passáros Feridos" escrito por esta autora (este não cheguei a ler - talvez mais tarde - mas lembro-me de ter adorado a série com o actor Richard Chamberlain que fez de padre, uma interpretação espantosa!).

Este livro é definitivamente o melhor que já li deste ano! Uma excelente compra da Feira do Livro que paguei por metade do preço, pois era "livro do dia"!

Classificação: 5/5 (Excelente!)


Outras Opiniões:

Aqui (do blog planetamarcia)

Clube das Investigadoras - Primeira a Morrer

domingo, 14 de junho de 2009




A Minha Opinião:

Bem, o que dizer acerca deste livro? Por um lado, gostei. E por outro, desiludiu-me.

De facto, é um bom thriller. Tem um ritmo bastante rápido e, além disto, apesar de a escrita ser demasiadamente leve, fez-me agarrar desde o inicio até ao fim. E as peças a serem encaixadas ao longo do livro até começarem a fazer sentido, é a melhor parte do livro, sendo o final algo surpreendente.

Mas, quanto ao clube das investigadoras, achei a formação deste grupo bem fraquinho. Estava à espera de mais… Que fosse um grupo especial de mulheres verdadeiras. Não quer dizer que não gostei da Lindsay, Claire, Cindy e Jill, mas que não me fizeram aproximar que é como se diz quando as personagens nos cativam ou nos tocam de tal forma profunda. Achei-as como meras personagens. Como se fossem protagonistas de uma série televisiva em vez de verdadeiras protagonistas de um livro.

De resto, gostei de o experimentar e irei certamente ler mais livros desta série (quantos livros serão?!).

Classificação: 3/5 (razoável)


Outras Opiniões:

Aqui #1 do blog bibliomigalhas - Muito obrigada pelo empréstimo! :)*
Aqui #2 do blog planetamarcia

Casa Aberta

quarta-feira, 3 de junho de 2009





Sinopse:

Neste magnífico romance, uma mulher refaz a sua vida após o divórcio, abrindo a sua casa e o seu coração.
Abandonada pelo marido, Samantha assume a tarefa de reconstruir uma vida para si e para o seu filho de 11 anos. A mãe, à sua maneira excêntrica, tenta ajudá-la arranjando-lhe pretendentes, mas o problema mais urgente é financeiro. Para pagar a hipoteca da casa, Samantha resolve aceitar hóspedes. A primeira é uma mulher de idade e de bom conselho, que lhe dá o apoio de que tanto precisava; já da segunda, uma estudante malcontente, não se pode dizer que seja uma ajuda. King, um novo amigo pouco convencional, sugere a Samantha que saia de casa, olhe à sua volta, trabalhe. Mas o mais difícil de tudo é que para se libertar do desgosto e do passado ela vai ter de aprender a construir a sua própria felicidade. Para entender os outros, vai ter de consultar o seu próprio coração. E para saber quem é, vai ter de recordar – e recuperar -- a mulher autêntica que tinha sido, até se tornar outra pessoa para tentar salvar o seu casamento. Casa Aberta é uma história de amor sobre os sentimentos que podem despontar entre um homem e uma mulher, e também na alma duma mulher.



A Minha Opinião:

É um livro que se situa a mil léguas de ser considerado como uma obra de literatura, mas teve algum impacto em mim. Gostei de o ler.

Achei a história uma suportável companhia, na qual me identifiquei, sobretudo na solidão da personagem principal e gostei da sua luta para construir a felicidade própria. Também foi bom que esta tivesse aberto a casa a pessoas estranhas, nesse caso, os hóspedes.

E ainda mais, encontrei umas pitadas de humor negro que me deu sonoras gargalhadas. Situações que são para chorar mas que as achei terrivelmente cómicas. Bem precisava disto de rir das coisas tristes ou patéticas.

Esta é uma história para quem gosta de escutar os desabafos como se a personagem principal fosse uma amiga sua muito próxima, pois o livro está contado de uma forma como se tratasse de um diário confidencial e também é para quem necessita de voltar a acreditar no amor. Mas sobretudo, aprender a gostar de si própria e a ser-se feliz sozinha. O melhor só vem a seguir, quando a pessoa está bem consigo mesma e que sabe o que quer. Uma filosofia tão óbvia de que toda a gente tem conhecimento, sem dúvida. Mas, devo confessar, que já li melhores livros, mais deliciosos ou mais doces, profundos e inesquecíveis, do que este livro.

Se os leitores já estão felizes, então é um livro para riscar ou dispensar, porque é uma história comum e previsível, nada a ganhar. Mas se gostam de novelas ou histórias de tipo light / coscuvilhices, este é o ideal.

Classificação: 3/5

Beleza Silenciosa

sábado, 30 de maio de 2009




A Minha Opinião:

Este livro trata-se de uma biografia da Brenda Costa, uma Modelo de origem brasileira. Mas, trata-se de uma biografia especial... Esta Brenda Costa tem uma coisa que a distingue de todas as manequins: é surda profunda de nascença (tal como eu).

Portanto, é uma história sobre a luta e a coragem desta rapariga para alcançar o que desde sempre sonhou: ser Modelo.

Confesso que não tenho nenhuma admiração por esta profissão. Mas, no caso da Brenda Costa, para conseguir o seu objectivo, foi uma grande luta! No mundo da moda também existe preconceito e ignorância, a maioria das agências de moda não queria aceitar uma modelo surda. Ela conseguiu-o graças a um director de uma agência que tinha um filho surdo. A sorte esteve sempre com ela.

Aqui deixo o excerto do livro, na página 164, para terem uma ideia do quanto ela sofreu e também tocou-me profundamente:

«Todos os anos, no mês de Junho, decorre no Rio a famosa Rio Fashion Week, a semana da moda. Nesta ocasião, massacro Marco noite e dia para participar no grande casting que decorre uma semana antes do acontecimento. No entanto, apesar da insistência do meu noivo e do entusiasmo geral da minha agência, o booker responsável pela contratação de todos os manequins duvida da minha capacidade de poder desenrascar-se num evento desta envergadura. Considera-me muito bela, mas a minha surdez deixa-o perplexo. Saberei dominar a minha deficiência numa passerelle? Silvinha, a produtora do espectáculo, apoia-me sem reserva e impõe-me contra a vontade do director de casting.
Eis-nos, então, no backstage (bastidores), no grande dia... Estou nas mãos dos cabeleireiros, maquilhadores e das pessoas que vestem os manequins quando vejo o booker entrar nos bastidores. Quando ele se apercebe da minha presença, o seu rosto muda de cor. Fica lívido e começa a gritar, chamando à parte todo o pessoal presente, incluindo a equipa da agência:
- Que faz esta rapariga aqui? Eu já tinha dito que não a queria. Eu sou um profissional! Não tenho tempo para perder com uma deficiente. Como é que vamos conseguir explicar-lhe o que tem de fazer?
Não se dirige a mim, mas o movimento dos seus lábios é mais do que eloquente. Ele está fora de si e tem o rosto desfigurado pela cólera. O camarim está cheio de manequins e, como sempre, as pessoas dividem-se em dois clãs: o que é "a favor" e o que é "contra". Algumas raparigas troçam abertamente de mim, outras estão sinceramente chocadas. Não aguentando mais, levanto-me e fujo, lavada em lágrimas. Silvinha, a produtora que me apoiou, ultrajada com a atitude do booker, precipita-se atrás de mim. Dirigimo-nos para a "saída dos artistas" e encontramo-nos lá fora.
- Não te preocupes, Brenda, eu estou do teu lado e tenho a certeza de que vais sair-te muito bem.
Mas, pela primeira vez na minha curta carreira, duvido. Vejo tudo negro e esta rejeição brutal coloca todos os meus sonhos em questão.
-Não quero trabalhar mais nisto, é demasiado injusto. Isto mete-me nojo...
Silvinha tenta acalmar-me, mas em vão. Estou repugnada, profundamente abatida. Esta rejeição brutal, que não se compara a qualquer coisa que senti até ao dia de hoje, coloca tudo em causa. Sem me preocupar com a maquilhagem e os cabelos, soluço e denigro-me. Esta audodestruição está de tal forma distante da minha filosofia de vida que me sinto verdadeiramente em perigo, como se tivesse sido esmagada pelo julgamento cruel de um homem que vê em mim apenas o estereótipo de uma pessoa surda. A minha surdez recambia-me para um gueto de pestíferos. Este tipo acaba de pronunciar a condenação do meu sonho como se pronuncia uma condenação à morte. Sou surda, por isso só posso existir nos limites convencionados de uma vida convencionada.
É neste contexto horrível que a minha mãe, que se tinha instalado na sala, aparece junto de mim, alertada por membros da equipa. Além disto, alguns manequins já me vieram a dizer que aquele tipo era um "idiota" e que eu não podia entrar no seu jogo.
Entre dois soluços, peço à minha mãe para telefonar a Marco e dizer-lhe que não vale a pena vir com o seu material, porque eu decidi não desfilar.
Nesses momentos, nos momentos em que ninguém consegue acalmar-me enquanto eu não passo de uma pequena personagem desordenada, só gritos e gestos exagerados, a minha mãe possui o dom mágico de me trazer de volta ao planeta Terra. Seca-me as lágrimas.
- Tu vais desfilar, Brenda!»


Apesar da simplicidade, gostei do seu estilo de escrita. Ela não só fala da surdez como também dos seus pais, da sua personalidade, da sua vida amorosa.

A forma como ela descreve a surdez faz parecer que é fácil ser-se surda. Mas devo reconhecer que para ela tem sido mais fácil encará-la, pelo facto de possuir duas qualidades: beleza e é extrovertida. Por isso, ela viveu sempre rodeada de amigos, sem se queixar das suas limitações ou da impossibilidade de incluir numa conversa colectiva; tem divertido com a maior descontracção nas noitadas em grupo.

Achei fantástica a sua luta, mas não tem comparação nenhuma com a minha. A dela exigiu o dobro do seu esforço normal, ao passo que a minha exigiu o quíntuplo do meu esforço para conseguir “um lugar” no mundo ouvinte.

Infelizmente, todos os surdos sofrem as mesmas maldades da sociedade e em todas as profissões.

Este livro não foi ao encontro das minhas expectativas, pois temos diferenças muito grandes, em todos os níveis: familiar, pessoal e profissional. Mas tive prazer de o ler, de conhecer esta Brenda Costa, por um único senão: o facto de ela ser oralista e não gestualista.

Classificação: 3/5

A Mulher do Piloto

domingo, 24 de maio de 2009




Sinopse:

«Uma noite, na sua casa dos arredores de Boston, Kathryn Lyons é acordada com a noticia de que um avião com 104 passageiros pilotado pelo marido, Jack, caiu, depois de ter explodido ao largo da costa da Irlanda. Imediatamente, surgem as perguntas. Teria sido uma bomba, erro do piloto, suicídio (como sugere a gravação da conversa dentro da cabina)?»


A minha opinião:

Desisti o livro até à pág 111, não querendo continuar a ler, nem sequer saber como será o fim, porque acho a escrita intensamente reflectiva, com descrições a mais, o que tira todo o ritmo ou torna a leitura cansativa…

A história centra-se mais na mulher: o seu choque, as suas dúvidas, as suas reflexões, as suas preocupações em relação à sua filha, e também os flashbacks do passado – a relação desta que tinha com o marido.

A história até podia ser interessante se não fosse escrita desta forma. No entanto, houve quem gostou muito ou achou deliciosa a escrita, e ainda por cima, o livro esteve nos Tops durante 50 semanas e foi o nº1 em todas as listas de Bestsellers nos EUA e Inglaterra.

Felizmente que o pedi emprestado do bookcrossing.

Tenho pena que a Anita Shreve nunca mais se tenha escrito um livro tão bom quanto “A Praia do Destino” que é definitivamente o melhor de todos.


Classificação: 0/5 (desisti)

O Quinto e o Sexto ano no Colégio das Quatro Torres



Já há algum tempo que terminei a colecção do Colégio das Quatro Torres de Enid Byton, e foi com pena que fechei o último livro. Pois, diverti-me imenso no Colégio, este que tinha uma vista para o campo e para o mar, até tinha uma piscina natural no meio das rochas cuja água vinha do mar. As aventuras e as partidas deram-me umas boas gargalhadas, uma boa descontracção, e também não faltaram a moralidade e os pequenos ensinamentos acerca da amizade, honestidade, responsabilidade, generosidade, orgulho, vaidade, egoísmo, fraqueza etc.

Aqui deixo um pequeno excerto, da pág. 24 do último livro, para me relembrar todas as histórias desta colecção e também como uma forma de despedida:

«Miss Grayling (a directora do Colégio) falou com cada uma das alunas com a sua voz suave e clara, perguntando-lhes o nome e a idade. Depois dirigiu-se a todas solenemente.
- Quero que me ouçam durante alguns minutos. Um dia, sairão desta escola para o mundo. Deverão levar convosco espíritos curiosos, corações solidários e um profundo desejo de ajudar os outros. Devem levar um bom entendimento de muitas coisas, vontade de aceitar as responsabilidades e mostrarem que são mulheres dignas de confiança e amor. Terão oportunidade de aprender tudo isto no Colégio das Quatro Torres, se quiserem.
(…)
- Não conto como êxitos do Colégio as alunas que ganharam bolsas e passaram nos exames, embora isso seja bom. Conto como sucesso aquelas que aprenderem a ser sensíveis e a ter bom coração, as que forem dignas de confiança, sensatas e generosa. Os nossos fracassos são aquelas que não aprendem estas coisas durante os anos que aqui passam.
(…)
- Para algumas de vocês estas coisas serão fáceis de aprender. Para outras, serão difíceis. – continuou Miss Garyling – Mas, fáceis ou difíceis, têm de as aprender se querem ser felizes depois de saírem daqui e se querem dar felicidade aos outros.»

De todos os livros da colecção, aqueles com que mais me identifiquei e me emocionou, foram o terceiro e o quarto. A história da Guida e da Clarisse. Eram amadoras de cavalos! Os sete irmãos da Guida costumavam pô-la ao colégio de cavalo, e também os pais quando iam visitá-la. Uma família muito diferente, amadora de cavalos! Que emoção! E depois, havia uma professora que também adorava cavalos… Pronto, sou doida por cavalos (risos).

Adeus, Diana, Celeste, Alice, Guida, Clarisse, Milu, Belinda, Irene, Mavis e Ludovina! Adeus, Colégio das Quatro Torres!

Lar Doce Lar

sexta-feira, 15 de maio de 2009



A Minha Opinião:

Deixa-me vos dizer que os livros da Mary Higgins Clark são como uma droga! Eu normalmente leio à volta de 30 páginas por dia mas, com este livro, não foi o que me aconteceu. Anteontem, devorei 100 páginas, numa ânsia desenfreada de saber como a história ia acabar! Até consegui afastar o sono que se apoderara de mim e li até às 00.30, o que não é costume.

Bem, o que dizer deste livro? É uma história diferente, até um pouco vulgar. O marido oferece uma casa como presente de aniversário, de surpresa, à sua mulher, que por acaso é uma casa, onde a mulher, quando tinha 10 anos, tinha matado acidentalmente a mãe e depois tentado matar o padrasto. O marido não sabe quem ela é verdadeiramente, está sob o nome falso.
Não é uma história de cortar o fôlego como os anteriores que li desta autora (sem contar com o livro "Gosta de Música, Gosta de Dançar"). Mas é um bom policial. Há crimes e vários suspeitos. O surgir de novas pistas, ao longo do enredo, é interessante. E por fim, a descoberta e a captura do(s) criminoso(s). Devo dizer que achei o final um pouco inesperado. Também foi porque eu não tinha reparado num pormenor importantíssimo, o qual me teria feito tirar imediatamente a mascara do verdadeiro mau da fita! Só fiquei desconfiada de quem seria, já quase no fim do livro, mas dizia para mim própria que não podia ser...

E, adorei o final, a forma como acabou. Até fiquei comovida.

Classificação: 4/5 (Bom!)

O Segredo da Casa de Riverton

terça-feira, 5 de maio de 2009


(Para ler a sinopse, clique aqui)



A Minha Opinião:

O livro começa com uma idosa nos seus noventa e muitos anos, uma idosa que à primeira vista parece vulgar, mas à medida que vamos lendo, recuamos ao passado, às suas memórias, aterrando nos anos 10/20 – década em que rebentou a 1ªGuerra Mundial. A Grace foi como criada da Família Hartford desde os 14 anos. É ela que sabe o que aconteceu às irmãs Hartford e, sentindo que a morte está cada vez mais próxima, irá revelar este segredo ao seu neto para o gravador.

É uma história envolvente que me arrepiou e emocionou de certo modo. A Grace a recordar a sua infância, a servir a família Hartford, a testemunhar as mudanças sociais, a sua mãe, os segredos, e o que se tornou depois até à velhice… Mas a história não decorre por ordem do passado, isto é, estamos ora no passado ora no presente, é um vai e vem, com as memórias a aparecer-lhe com toda a naturalidade.

A história desenrola-se a um ritmo lento mas lê-se muito bem, saboreia-se cada palavra, ou seja, dá-nos o prazer de ler sem darmos pela lentidão do avanço dos acontecimentos. Os segredos só são revelados no fim do livro e… que choque!!! Senti toda a dor da Grace, a culpa inundada e marcada.

Adorei Hannah Hartford, uma personagem enigmática, ela e a sua inteligência, os seus jogos, a sua ânsia de conhecer mundos diferentes e de viver plenamente. Compreendi por inteiro a plena dedicação e a grande admiração da Grace em relação à Hannah.

Achei a vertente histórica – a parte verídica – bem constituída e interessante: as roupas, as tradições, o vestuário, as festas, as consequências da Guerra. Os criados e os Patrões, a linha entre eles, os dois lados. Era tudo tão diferente e tão antiquado! A Inglaterra dos anos 20 e como mudou desde a 1ªGuerra Mundial.

Gostei muito! E recomendo.

Classificação: 4/5


Outras opiniões:

Aqui #1 (da canochinha - blog Estante de Livros)
Aqui #2 (da Fernanda Carvalho - blog As leituras da Fernanda)
Aqui #3 (da Carla Milhazes Gomes - blog À Margem)
Aqui #4 (do Draco - blog Daqui prá frente só há Dragões)
Aqui #5 (da Tita - blog O Prazer das Coisas)

O Dia da Tormenta

quinta-feira, 23 de abril de 2009

(Capa do "Circulo de Leitores")


A Minha Opinião:

Mais um livro da Rosamunde Pilcher lido! Gostei, mas não tanto como os anteriores "Os apanhadores de Conchas" e "Solsticio de Inverno". Contudo, não quer dizer que não me tenha agradado. Muito pelo contrário, achei a escrita doce e uma boa companheira, em que nos dá vontade de enrolar no sofá ou sentar-se sob a sombra de uma árvore a lê-lo. O desenrolar da história é interessante. É sobre relações familiares...

«No último dia de vida da sua mãe, Rebecca descobre que tem família na Cornualha e parte para essa região à descoberta do avô e de um primo que nunca conheceu. Mas só o enigmático Joss Gardner, o estranho que parecia inacessível, consegue ajudá-la a compreender os escuros segredos que estão por detrás da acolhedora recepção que os seus familiares lhe fazem.»

Reconheci alguns pontos em comum com os do livro "Os Apanhadores de Conchas". Porém, senti que faltava qualquer coisa na história... As personagens! Gostei delas, mas não estavam desenvolvidas de tal maneira profundas como as dos dois livros "Os Apanhadores de Conchas" e "Solstício de Inverno". Este livro é um dos primeiros livros da autora (escrito em 1975). Mas, gostei mesmo!

Para quem tem o livro do "Circulo de Leitores", a capa - um homem e uma mulher apaixonados (tipo harlequim) traçados em pintura com palmeiras como pano de fundo -, venho avisar-vos que não corresponde nada à história. Por causa desta capa (o livro não é meu, mas emprestado através do bookcrossing), estive quase para desisti-lo mas, graças a uma amiga que me avisou a dizer que não se tratava de uma história de amor. Convenceu-me! E ainda bem que o li.

A capa de agora é esta, é mais próxima da história e mais bonita:



Classificação: 3/5 (uma leitura agradável!)

Como Salvar um Coração Partido

segunda-feira, 13 de abril de 2009


(para ler a sinopse, clique aqui)


Um testemunho inesquecível sobre os sentimentos que marcam os laços entre humanos e animais.

«Uma história comovente, sentida, para quem tenha amado furiosamente, perdido o seu amor e pensado que a dor seria para toda a vida, ou perguntado a si próprio se enfrentar a morte não será o mesmo que enfrentar a vida.» - Chronogram Magazine



A Minha Opinião:

Comprei este livro e pus-me a lê-lo imediatamente durante as mini-férias de Páscoa.
A capa, não o título em si, chamou-me logo a atenção, especialmente, uma mulher sentada a segurar um cavalo. Fez-me bater o coração e exclamar “tenho que o ler!”.

Uma história verídica, um testemunho. O que é que esta égua, Lay Me Down, fez à autora? Como era a ligação entre a escritora e a égua, esta ligação que a marcou ao ponto de escrever este livro?

A égua sofreu maus tratos e a escritora também. Mas havia uma diferença entre elas: a égua continuava a ser dócil, generosa, boa, aberta ao amor, ao passo que a própria autora continuava enraivecida, agressiva, fechada no seu próprio mundo, abraçada à sua solidão – que a via como um porto de segurança absoluta – mas que não a fazia feliz.

Quando comecei a ler, revi-me nela. A empatia foi imediata, sentida. O mesmo amor aos cavalos. E também alguma raiva, embora a minha não seja a mesma que a dela.

Por isso, foi para mim, um livro especial. Uma leitura agradável, dócil, uma boa companheira, apesar de ser muito triste.

Este livro é sobretudo para amadoras de cavalos e também para pessoas solitárias com as mesmas características que a autora.
Mas, uma pessoa que não seja uma coisa nem outra, pode gostar deste livro, achá-lo útil para compreender melhor certas pessoas e também "olhar" a morte com outro significado, até pode achar comovente uma história de amor equina, só que pode achar o livro banal. Quero eu dizer, por exemplo, uma pessoa que gosta de cães mas que não são a sua paixão e nunca alguma vez os teve na vida como animais de estimação, se lesse um romance sobre a ligação da pessoa com cães e sobre estes animais, não irá sentir-se uma afinidade ou reconhecer aqueles sentimentos, e portanto achará o livro banal. Contudo, recomendo a leitura deste livro também a estas pessoas. Tem uma forte mensagem para toda a humanidade.


Um pequeno excerto de que gostei particularmente:

“Também havia um pesado uniforme de cocheiro com botões de prata com o H dos Hartshorne gravado, o nome de solteira da minha avóe e o meu por parte da minha mãe. Quando tinha seis ou sete anos, vasculhava o seu conteúdo, tirando cautelosamente os tecidos frágeis e puídos e, uma vez, um dos botões caiu-ne na mão. Virei-o e, na parte de trás, estava escrito «Qualidade Superior».
Meti o botão na algibeira e trinta e cinco anos depois continua em minha casa, pregado no quadro de memorandos por cima da secretária. Pequeno e redondo, evoca mais imagens do que uma longa-metragem. Um toque apenas e transporta-me para um mundo de cavalos e carruagens, por volta de 1900: engarrafamentos de cavalos, cavalos doentes, cavalos estacionados na borda do passeio, cavalos a comer, cavalos cujo pêlo brilha como os lambris encerados do Knickerbocker Club, da Quinta Avenida, e cavalos tão hirsutos como cães rafeiros. Um perpétulo espectáculo equino: todos os dias, em toda a parte, a qualquer hora."
- pág 10/11

Não vou dar a classificação a este livro, pois teria feito batota. Apenas o livro teve muito valor para mim.

Gosto mais desta capa e titulo originais:




A Menina dos Meus Olhos

quinta-feira, 9 de abril de 2009


(Para ler a sinopse, clique aqui)

Antes de dar a minha opinião, queria aqui deixar as criticas que são inteiramente fieis e que eu as teria dito o mesmo:

"Uma leitura soberba. Uma história inquietante, com personagens reais e bem construídos; a emoção mantém-se até à última página." - Joanne Harris, autora do Chocolate

"Electrizante... Uma história de amor que se torna sombria e pertubante" - Daily Mirror

"Uma exibição magistral de tensão constante." - Yorkshire Post


Nunca pensei que este livro fosse tão bom... De facto, surpreendeu-me totalmente!

O livro começa com duas histórias paralelas, a do Ronnie desde o seu nascimento e a da Susie desde a sua infância, e vamos acompanhando os seus acontecimentos (infelizmente, extremamente chocantes), no que eles irão tornar-se até à parte em que o Ronnie e a Susie se cruzam e depois encaminham no mesmo percurso... Haverá crimes. Não é o que pensam. Não é uma história previsivel, muito longe disto.

Fala, também, de laços entre mãe e filho(a). A força do amor maternal. As mães pensam que conhecem melhor os filhos que ninguém, até há muitas delas que não são capazes de ver a própria verdade ou no que os filhos podem ser. E se eles fossem cruéis? Que fariam as mães? Continuariam a amá-los?

Eu diria que este autor é uma Jodie Picoult numa versão masculina mas, claro, a escrita não é a mesma, devo dizer, a escrita do autor é ainda melhor, menos concentrada e mais directa, capaz de nos prender, de nos suspender a respiração, de nos fazer sentir todos os nervos à flor da pele. A descrição das emoções e dos sentimentos e a construção dos personagens são intensas.

Gostei muito de descobrir este autor e irei ler mais livros dele.

Classificação: 4/5 (muito bom!)


O Quarto ano no Colégio das Quatro Torres

segunda-feira, 30 de março de 2009





A minha Opinião:

Mais um livro da Colecção Colégio das Quatro Torres, cuja leitura me divertiu e agradou.

Foi bom rever a Guida e o seu cavalo Trovão mas esta já apareceu poucas vezes, com muita pena minha. No entanto, apareceram novas personagens, a Clarisse e as gémeas. Gostei da primeira, ela é um patinho feio que no final se transforma num Cisne.

Gostei também das novas aventuras que se sucederam no Colégio, como a da festa secreta da meia-noite, que infelizmente correu mal… E, não faltaram partidas! Desta vez foi a partida das bolhas, achei engraçadíssima este episódio!

Mantém-se a mesma moralidade que a dos livros anteriores que ensina as jovens a ter umas atitudes correctas.