
A minha opinião
Gostei muito deste livro. Surpreendeu-me bastante pela positiva!
No inicio, quando vi esta capa e o titulo, fiz um “esgar” de rejeição. O meu primeiro pensamento foi: “Uma história fútil sobre o tricô!” Mas algo me impulsionou para ler a sinopse e foi o que me fez exclamar depois: “Quero ler!”. Tratava-se, pois sim, de uma história sobre mulheres!
Na contracapa: "(...) Com o pretexto de fazer tricô, mulheres extremamente diferentes entre si fazem uma pausa nas suas vidas atribuladas e partilham segredos, angústias e expectativas. Mas quando o impensável acontece, estas mulheres vão descobrir que o que criaram não é apenas um clube de tricô mas uma verdadeira irmandade.”
E, assim foi, conheci estas mulheres. Todas magníficas em letras maiúsculas! Não eram fúteis ou ocas, mas todas interessantes e criativas. Encantei-me com este clube. Foi uma delícia de estar com elas, a acompanhar o trabalho de tricô que elas faziam (apesar de não saber o significado dos termos de tricô como liga de meia ou liga de ponto) e também acompanhar as outras que não o faziam mas que apareciam no clube para fazer outros trabalhos como fazer a tese sobre este tema, e a escutar os seus risos, dúvidas e desabafos…
As surpresas são muitas e devo dizer bem reais. Como por exemplo, a construção de amizades entre pessoas diferentes que, à primeira vista não se reajam bem umas com as outras, mas que à medida se vão conhecendo, acabam por serem as melhores amigas!
Para finalizar, recomendo a leitura a todo o tipo de mulheres, desde as maria-rapazes às feministas e intelectuais! É uma história madura, realista, bem construída. E também nos permite pensar sobre a vida, o amor, as segundas oportunidades e perdão.
Excertos:
Vou deixar aqui sublinhado o diálogo entre uma personagem e o padre. Fez-me pensar...
pág. 334/335
«- (…) E parece-me tão injusto. Irreal. Só quero saber porque é que isto me aconteceu.
Esperou, expectante. O padre olhou para ela, pensativo acenando com a cabeça.
- Bem – disse ele – Não sei. Mas sei que não foi por ter feito nada de mal, se é nisso que está a pensar. Não é uma coisa que mereça.
- Não é, pois não?
- Não, não é. – o padre abanou a cabeça – Desde já lhe digo que não conheço todas as respostas de que anda certamente à procura. Não sou Deus. Mas posso dizer-lhe algumas coisas em que acredito.
- Por favor.
- Acredito que, por vezes, os problemas de saúdes acontecem simplesmente… não são testes cósmicos, não são nenhuma vingança por todas as coisas más que as pessoas fizeram ao longo da vida. – disse ele – Não são uma forma de impor moral ao universo. É simplesmente uma falha no sistema.
- Sim e…
- E eu acho que Deus chora quando sofremos, chora connosco e apoia-nos. Mas também acho que não interfere e nos deixa resolver as coisas sozinhos. Deixa os médicos fazer o que lhes compete. Deixa o nosso corpo curar-se por si.
- E se não curar?
- Nesse caso, recebe-nos de braços abertos. Deus não tem nada a ver com o corpo, sabe, tem a ver com a tua alma.
- Quer dizer que, se rezar com fervor, melhoro?
- Não, não, não é nada disso que estou a dizer. Rezar não é nenhuma forma de apólice divina. É simplesmente um meio de comunicar, de abrir o coração.
- Segundo, essa definição, uma conversa honesta com quer que seja é uma forma de oração.
O padre deu um toquezinho no nariz. – Acertou em cheio.»
Outras opiniões:
Aqui #1 (da marcia)
Aqui # 2 (da Bauny)
Aqui #3 (do Draco)
Sobre a escritora:
Kate Jacobs deixou o Canadá para ir estudar na Universidade de Nova Iorque, cidade onde viveu durante dez anos e trabalhou para diversas publicações. Actualmente, vive no Sul da Califórnia com o marido. O Clube de Tricô de Sexta à Noite é o seu primeiro romance e foi um bestseller internacional, tendo sido publicado em vinte países.
Informações:
Esta obra está, de momento, a ser adaptada para o cinema, com Julia Roberts no papel principal.
Já estou ansiosa para ir ver o filme, ainda por cima, com a minha actriz preferida!!! Quem será o actor que irá fazer o papel de James? Denzel Washington? Ou Will Smith? Penso que o Denzel iria ficar muito bem com a Julia, embora o Will seja o meu actor favorito! E a filhota da Georgia, a Dakota, qual é a menina que vai fazer esse papel?
O Clube de Tricô de Sexta à Noite
In Kate Jacobsdomingo, 4 de outubro de 2009
A Doçura da Chuva
In Deborah Smithquarta-feira, 23 de setembro de 2009
Sinopse:
Kara Whittenbrook tinha uma vida privilegiada. Filha de dois ambientalistas famosos, cresceu entre a selva amazónica e os melhores colégios da elite americana.
Com a morte dos pais num acidente de aviação, torna-se herdeira, não só de uma enorme fortuna, mas também de um segredo que abalará por completo o seu mundo - o facto de ter sido adoptada.
Decidida a encontrar os seus pais biológicos, Kara parte para o Nordeste da Califórnia (Florida), onde conhecerá Ben Thocco, um rancheiro que vive rodeado de gente singular.
Em pouco tempo, ela fará parte de um universo diferente, que lhe abrirá as portas de um amor inesperado e de amizades genuínas, e a ajudará a tomar as mais difíceis decisões...
Em A Doçura da Chuva, Deborah Smith dá-nos a conhecer uma galeria de personagens cativantes, que nos envolvem e nos levam a reconhecer nos pequenos gestos do quotidiano as fontes da alegria e da felicidade.
“Uma história belíssima que se lê a bom ritmo. As personagens são encantadoras; dá vontade de as abraçar.” Romance Reviews Today
“Deliciosamente emocionante.” All About Romance
“Uma viagem de autodescoberta que nos mostra o amor sob diferentes perspectivas. É um livro profundamente mágico.” Romantic Times
A Minha Opinião:
Amei esta história, estas personagens ultra-especiais Mac, Lily, Joey e outros, o cabelo ruivo e as proezas fantásticas de Kara, o rancho do Ben Thocco, a grande égua Estrela, a arara azul domesticada de Kara… Foi uma leitura deliciosa, comovente, tocante e sobretudo vitoriosa!
Devorei o livro sem dar por isto, deixei-me levar pela fluidez perfumada e doçura da escrita, até que me senti embaraçada a ler na rua pois a emoção era tanta que não conseguia reter as lágrimas ou evitar-me de sorrir orelha a orelha de tão feliz…!
A história gira em torno de Kara. Tudo começa com a morte dos pais desta e depois a descoberta de ter sido adoptada pelos mesmos e também o facto de os seus pais biológicos serem deficientes mentais. Como reagiu Kara? O que vai ela fazer? O que lhe irá acontecer quando encontrar os seus pais biológicos?
Kara vai parar ao rancho do Ben Thocco, deste homem de sangue índio seminole que tem um irmão com Síndroma de Down, pois é ali que trabalham os seus pais biológicos. A partir daí, haverá magia, ternura, amizade, amor… e muitas surpresas!
Também devo falar da Estrela: era uma égua muito especial, diferente de todos, os da sua especie equina! Foi maltratada e tinha uma cicatriz no focinho causada pela violência... Ia ser virada para comida de cão pois foi posta à venda no leilão para esse fim. Felizmente, foi salva por estes seres especiais, de almas tão puras e de grande coração! A forma como ela foi salva pelos deficientes, fez-me emocionar deveras! E o que a Estrela fez depois?
Para finalizar, encontrei no decorrer da leitura frases sábias, simples mas carregadas de verdade. Devia ter sublinhado, pois agora não as encontro.
Classificação: 5/5 (Amei deliciosamente!)
Outras Opiniões:
Aqui #1 (do blog "Estante de livros")
Aqui #2 (do blog "planetamarcia")
Aqui #3 (do blog "as leituras da Fernanda")
Um Grito na Noite
In Mary Higgins Clarkquarta-feira, 16 de setembro de 2009
Título: Um Grito na Noite
Autor(es): Higgins Clark, Mary
Pág.: 340
Editora: Livros do Brasil
Colecção: Vida e Aventura
Número: 64
Ano: 1982
A Minha Opinião:
Confesso que cheguei a um ponto de ter ficado irritada com a personagem principal devido às suas fraquezas e medo… Estive para desistir o livro até que ela se revolveu reagir e, a partir daí, não tenho parado de ler, numa ânsia desenfreada de saber o desfecho!
O facto de ter ficado irritada com a Jenny, foi pelo facto de ter lido a sinopse do livro (tem uma frase bem sublinhada que revela o conteúdo de toda a história) e assim ter ficado a saber... Se não tivesse lido, teria levado mais tempo a perceber e teria ficado mais rendida ao desenrolar da história… o suspense seria mais apetecível e a Jenny mais suportável e compreendida!
Felizmente, a sinopse não estragou tudo, só no único senão que foi de saber quem era o mau ou a má da fita. Apesar da revelação, houve pequenas surpresas. E não faltou doses de terror que a MHC tão bem sabe descrever!
Assim, peço que, quem tiver este livro ou se pedir a alguém emprestado, não leiam a sinopse!
Este não é definitivamente um dos melhores da MHC nem é um dos piores. Mas gostei, é uma história bem contada e surpreendente, com suspense garantido de alto nível.
Classificação: 3/5 (teria dado um 4 se não fosse a sinopse)
Sinopse (criada por mim):
Deixem-vos entrar neste mistério sem expectativas. Conheçam simplesmente a Jenny MacPortland, uma linda mulher de olhos verdes e cabelos negros, divorciada e mãe de duas filhas pequenitas. Ela trabalha numa galeria de Artes. E conheçam o Erich Krueger, um homem loiro e de olhos azuis, que é um famoso Artista, pintor de quadros encantadores, cheios de sensibilidade e ternura. Acompanhem estas personagens até à Mansão... lá irão acontecer coisas inimagináveis, sobretudo para a Jenny, o que ela irá sofrer... haverá momentos de terror e suspense... Será sobrenatural? Paranóia psicologica? Sonambulismo? Ou outra coisa? A revelação final é... chocante!
O Vigilante
In Sarah Watersdomingo, 6 de setembro de 2009

Título: O Vigilante
Autor(es):Waters, Sarah
Pág.: 448
Número: 34
ISBN: 972-53-0316-4
Ano: 2006
FINALISTA DO BOOKER PRIZE 2006
Depois de três romances onde retratava com mestria a Londres victoriana, Sarah Waters decide avançar no tempo e mergulhar a fundo na década de 40, com os seus bombardeamentos aéreos, ruas em black-out, perigos sempre à espreita e amores muito pouco lícitos.
Terno e trágico, construído de forma original e arrebatadora, O Vigilante é, acima de tudo, uma obra sobre as relações humanas, em toda a sua complexidade e riqueza, e com um lado inesperado quanto baste.
Mais uma obra brilhante e envolvente desta escritora que tão bem nos sabe conquistar.
«Uma escritora brilhante…os seus leitores acreditarão em tudo o que lhes diga» - A.N. Wilson
A Minha Opinião:
Surpreendeu-me muito pela positiva! O desenrolar da história em si, os personagens, a riqueza dos sentimentos. Uma escrita envolvente, nítida, palpável…
A história passa-se na década 40 (durante e depois da 2ª Guerra Mundial) em Londres. Sabe-se que esta cidade foi bombardeada pelos alemães. As casas assim como os monumentos históricos foram destruídos e morreram muitos inocentes.
Mas os sentimentos estão em primeiro plano, sendo a 2ªGuerra Mundial como pano de fundo.
Centra-se na vida de quatro pessoas londrinas: Kay, Helen, Vivien e Duncan. Fala de relações humanas, dos sentimentos e das mentalidades daquela altura. Aborda temas como homossexualidade, infidelidade e aborto.
Kay e Helen eram mulheres que amavam mulheres, ambas fisicamente antagónicas, a primeira masculina e a segunda feminina. Vivien era amante de um homem casado e passou por horrores do aborto. E, Duncan, irmão da Vivien, foi preso durante a 2ª Guerra Mundial. Estas quatro pessoas, todas diferentes e complexas, não se enquadravam naquele tempo…
Achei as descrições impressionantes. Deu-me sensação de estar na 2ª Guerra Mundial, com estas personagens, a ouvir os apitos ou o grito dos Vigilantes, a ver as casas arderem ou a serem esventradas, a respirar o caos preto, as mortes… E, acima de tudo, senti o medo/pânico destas personagens, pois podiam ser atingidas em qualquer momento pelas bombas aéreas dos alemães! Quanto aos sentimentos, achei-os tão ricos e verdadeiros! Uma carga psicológica surpreendentemente real e bastante atingivel.
A história tem um desenrolar de acontecimentos bastante original: começa no pós Guerra e depois se vai recuando até à 2ªGuerra Mundial. Tem três partes: a primeira - ano de 1947, a segunda - 1944 e a terceira - 1941. No entanto, há sempre surpresas/reviravoltas ao longo do livro, mantendo-se o suspense que nos faz agarrar e também a afeiçoarmos às personagens.
Este livro foi inspirado através de vários livros não-ficção. Sarah Waters é uma autora a ter atenção!
Classificação: 6/5 (ultrapassou a escala normal de 1 a 5, é o meu livro de eleição!)
Sobre a Escritora:
Sarah Waters nasceu no País de Gales em 1966 e é doutorada em Literatura Inglesa. Em 1998 recebeu o prémio New London Writers. Em 2000 recebeu o prémio do Sunday Times para jovens escritores e o prémio Somerset Maugham, ambos por Afinidade. O romance Falsas Aparências foi ainda finalista do Booker Prize. Foi considerada pela prestigiada revista Granta uma das 20 jovens escritoras britânicas mais promissoras.
Publicados em Portugal pela Editora Bizâncio:
Afinidade
Falsas Aparências
O Vigilante
Toque de Veludo
Nunca me Esqueças
In Lesley Pearsedomingo, 23 de agosto de 2009
A Minha opinião:
Antes de iniciar a esta leitura, li opiniões da blogsfera, bastante favoráveis, os quais diziam que se tratava de um excelente romance histórico sobre uma grande mulher, uma história verídica. Segundo elas, a capa, a sinopse e o invólucro (saco de renda branco com bolinhas prateadas) eram enganadores...! Todas as opiniões falaram da colónia penal, da deportação desta mulher à Austrália e das adversidades por que ela passou, mas não mencionaram para além disto! Assim, somando a capa “romanceada”, o invólucro horrível e as opiniões resumidas, fui adiando o momento para o pegar. Se me tivessem dito de quem era esta mulher, eu teria pegado imediatamente no livro!
Agora, deixem-me falar um pouco desta heroína: era uma rapariga camponesa, de aparência simples, cabelos encaracolados escuros e olhos cinzentos. Uma verdadeira maria-rapaz, bastante inteligente e curiosa, convivia-se mais com rapazes – gostava das coisas que eles faziam como por exemplo brincar com o papagaio de vento e correr, deliciava-se a escutar as conversas dos homens sobre viagens marítimas, guerra e outros assuntos. Era uma rapariga que ansiava por aventuras em vez de casar e ter filhos e não tinha medo de nada! Um dia, partiu da sua terra natal – Fowey (Cornualha), deixando para trás a sua família: pais e irmã assim como a segurança e conforto da casa, em busca de uma vida mais emocionante noutras paragens.
No entanto, Mary Broad foi presa por roubo, precisamente, poucas semanas antes de fazer 20 anos de idade! Como é que chegou a este ponto?
Naquele tempo, nos finais do século XVIII, os castigos impostos aos prisioneiros eram muito severos, mesmo aqueles que tinham roubado uma centelha de comida ou uma miséria de roupa - por exemplo um lençol, eram mandados à forca. No caso da Mary Broad, era para esse fim, mas calhou-lhe ser deportada para Austrália.
Como foi a viagem de Inglaterra àAustrália? Como foram tratados os prisioneiros? Como foi a colónia penal? O que fez Mary Broad? Como é que esta mulher enfrentou as adversidades e conseguiu ultrapassá-las?
Desde a parte do livro, em que a Mary Broad fugiu da colónia, juntamente com outros prisioneiros e os seus dois filhos, deslocando num pequeno barco por mares desconhecidos, não tenho conseguido parar de ler, de tão nervosa estava, fazendo forças para que conseguissem chegar sãos e salvos a uma terra! A ideia e a organização desta fuga foram inteiramente dela, graças à sua inteligência, perspicácia e determinação. Mas foi, acima de tudo, o amor que tinha aos seus filhos que a impulsionou para a fuga. A colónia penal não era um sítio para os filhos crescerem – só lendo, saberão porquê! A fuga foi terrível: passaram por tempestades, ataques dos indígenas, fome... E conseguiram? Ou não?
Mary Broad conquistou o meu coração assim como conquistou os corações dos outros e de toda a Inglaterra daquela altura quando a sua fuga foi divulgada nos jornais.
A escrita é bastante fluente e envolvente, o que ajudou a tornar a história ainda mais emocionante e comovente, de derramar as lágrimas!
Entrem no livro e seguem o rasto de Mary Broad, desta mulher fabulosa, que NUNCA DEVE SER ESQUECIDA!
Adorei!
Classificação: 5/5
Sobre a Escritora:
Lesley Pearse é autora de uma vasta obra já traduzida para mais de trinta línguas, tendo vendido cerca de três milhões de exemplares. A própria vida da escritora é uma grande fonte de material para os seus romances, quer esteja a escrever sobre a dor do primeiro amor, crianças indesejadas e maltratadas, adopção, rejeição, pobreza ou vingança, uma vez que conheceu tudo isto em primeira mão. Ela é uma lutadora, e a estabilidade e sucesso que atingiu na sua vida deve-os à escrita. Com o apoio da editora Penguin, criou o Women of Courage Award para distinguir mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária.A Filha do Pescador
In Nicky Pellegrinosegunda-feira, 17 de agosto de 2009
«Recheado da mais saborosa comida, pleno de paixão e mistérios, A Filha do Pescador decorre numa cidade com tanta personalidade que não é difícil perdermo-nos nas suas ruas, esplanadas, mercados e pizarias, que constituem, afinal, o mundo de Raffaella, e tornarmo-nos numa pequena parte do interminável espectáculo da sua vida.»
A Minha Opinião:
Escolhi este livro para leituras de Verão porque adoro Itália, a comida e o povo italiano. Foi uma boa selecção. Gostei!
É uma história que se passa numa vila italiana - dividida em duas partes: a pequena e a grande Triento. Envolve várias personagens como uma novela italiana. As personagens como a Rafaella – filha de um pescador com uma estonteante beleza mediterrânea mas bastante ingénua e a Carlotta – filha de um jardineiro que esconde uma tristeza profunda, cativaram-me inteiramente.
Esta história não tem nada a ver com o outro livro que li “Caffé Amore”, embora a escrita tenha a mesma simplicidade e leveza. Achei-a mais dinâmica e interessante. Desenrola em torno da construção de uma estátua de Cristo no topo da montanha em que irá causar conflitos entre classes sociais…
A descrição deste povo italiano com os seus costumes, tradições e mexericos é impressionante.
Há alegrias e tristezas, há festas e mortes, há generosidades e ódios, há amizades e inimizades, há amores e desamores… Este livro pinta a Vida e transforma-a em carne e osso. Nada é perfeito. Não há respostas para tudo. A Vida encontra-se permanentemente envolta em mistério.
Há um único senão que me desiludiu: esta vila Triento só existe na imaginação da autora. Mas a estátua desta história foi inspirada da estátua de outra vila: Maratea. As características desta estátua e a do livro são idênticas.

A história assim como os personagens são totalmente fictícios. No entanto, vi dois filmes verídicos de origem italiana: Malena (sinopse - aqui; trailler - aqui) e Respiro (sinopse - aqui; trailler - aqui) .
E assim, devo dizer que as personagens construídas no livro, por exemplo a beleza e a ingenuidade de Rafaella e os pescadores, não estão muito longe da realidade.
Classificação: 3/5 (Vale a pena ler!)
Biografia da Escritora:
Nicky Pellegrino nasceu em 1964 e cresceu em Inglaterra, mas passou os verões da sua infância no Sul de Itália. Vive actualmente em Auckland, na Nova Zelândia, onde trabalha como editora da New Zealand Weddings.Na ASA foram já publicados com grande sucesso os seus romances:
- Caffè Amore,
- A Filha do Pescador
- A Noiva Italiana.

