Apanhado pela Tempestade

terça-feira, 16 de março de 2010


Data de leitura: 8/3/2010 a 14/3/2010
N.º de Páginas: 272
Sinopse:
aqui




Depois de muitas complicações de leitura com cinco desistências anteriores, este livro foi absolutamente certeiro! Mal começei as primeiras páginas, fiquei envolvida, as palavras me hipnotizando para prosseguir para frente, para continuar até não parar. Fiquei ainda mais deslumbrada, ou antes fascinada, quando espreitei as fotografias. Uma delas mostra o pai a fazer surf com o seu filho (o próprio autor do livro), tão pequenino e frágil, carregado às suas costas:


E outra foto em que aparece o próprio autor com apenas 4 anos de idade a esquiar sendo incentivado pelo pai que era louco por esqui!


O livro não se centra apenas na tragédia como também fala sobre a relação pai-filho. Os capítulos são curtos. Ora estamos no momento da tragédia, ora estamos no passado. Tudo passará que ficar mais claro, quando os capítulos da tragédia e do passado se cruzam, pois fora graças ao pai que o preparou para as adversidades da natureza e ao seu próprio salvamento.


O final do livro foi o que mais me arrepiou: o inexplicável e a conclusão disto tudo. Fechei o livro bastante emocionado, exclamando para os meus botões "Mas que história!!!". O que este autor presenciou, sofreu e fortaleceu, e como o seu pai era espectacular com as suas loucuras de adrenalina e com a guitarra.

Houve um único senão. As descrições do surf e do esqui. Como não pratico estas modalidades, tive dificuldades de imaginá-las à letra. Contudo, como as descrições estão muito bem explicadas, de forma nítida e suave, deu-me prazer de as ler.
O livro vai ser adaptado para o cinema. Por um lado, será preferível para ver estas acções como o surf e o esqui, mas por outro lado, recomendo a leitura que é a parte mais profunda. As emoções são apalpáveis ao ponto de nos comover e chorar. Uma historia inesquecível e também uma boa lição!

Adorei!

Outras opiniões:
Aqui#1 (opinião do blog bibliomigalhas, está muito boa!)

Vídeos:




Apito, Alarme: 5ª DESISTÊNCIA!!!

domingo, 7 de março de 2010




Já vou para 5ª desistência, isto é SUPER ALARMANTE!

Peguei no livro "Alice no País das Maravilhas" ontem à tarde. Parecia prometer-se ao inicio, as primeiras palavras cativantes, mas depois à medida que fui lendo, comecei a bocejar e a ficar exausta. Infelizmente, não é o meu género de literatura, apesar de este livro ser considerado uma obra-prima fabulosa. A história é mesmo bastante original e rica, mas não tive pachorra... Que me perdoem os entusiastas de literatura pura!

Agora, não sei porquê, mas ando com uma imensa vontade de ler "A Paixão de Emma" (talvez seja a capa, é linda e irresistível, bolas!) ou "Entre o Céu e a Montanha" (este, sem dúvida, é por influência de uma opinião - blog Leituras de A e B - de que gostei muito de ler) ou "calafrio" (talvez seja a neve e o titulo medonho)...
Devo comprá-los ou mesmo propor uma pequena pausa como forma de desanuviar o meu estado de espírito?



Obrigado, minhas lindas, pelos vossos conselhos, se mos derem!

Estou à deriva de leitura...

sábado, 6 de março de 2010



Tenho uma noticia frustante para vos dar! Desde que terminei o último livro (Amor&Guloseimas), tenho andado a ter problemas de leitura! Peguei estes quatro livros e não me consigo concentrar neles. Já vos aconteceu o mesmo? O que isto significa? Será que perdi o entusiasmo de ler? Será que ler em excesso chega-se a um ponto que já não se quer ler mais? Uma espécie de pausa? Ou se tem muito a ver com o nosso estado de espirito?

Divulgação - "Mistério em Connellsville"

sexta-feira, 5 de março de 2010

Este livrito está na minha wishlist e será lido brevemente. Muitos parabéns à tão jovem autora Beatriz Neves Barroca!!!

Título: Mistério em Connellsville
Autor: Beatriz Neves Barroca
Biografia do Autor: Maria Beatriz Afonso Neves Barroca nasceu no dia 7 de Maio de 1993, na cidade da Guarda. Actualmente reside em Tomar e estuda no 11º ano do curso de Línguas e Humanidades na Escola Secundária com 3º ciclo de Santa Maria do Olival. Desde cedo, a leitura e escrita foram companheiros inseparáveis nos seus tempos livres. O sonho de escrever um livro vinha de longe e pôde concretizar-se agora. Para além da leitura e da escrita, a música, o cinema e o teatro são outras das suas paixões. Mistério em Connellsville, escrito durante o Verão de 2009, surge em parte pelo fascínio que a autora sente pela atmosfera enigmática daquela zona dos Estados Unidos da América.
Editora: Papiro Editora
Edição: Dezembro de 2009

O livro relata a história de uma rapariga, Magnólia, que vivia em S. Francisco, na Califórnia e se muda para a Pensilvânia, Connellsville. Lá, ela depara-se com estranhos desaparecimentos de raparigas da sua escola e começa a investigar.

Sinopse: "Acordei agitada e minutos depois o despertador tocou. Tinha tido um pesadelo. Sonhei que estava na escola vazia e que um homem encapuzado levava uma rapariga. Eu via-os mas eles não me viam a mim. Era como se fosse um filme. "Andas demasiado envolvida neste assunto..." pensei, censurando-me. (...) Esboçámos um aceno e fomos para o carro. Abri a porta e sentei-me no banco. Estremeci e a memória do sonho dessa noite assaltou-me com um flash."

Preço: 11€

Onde é que o livro pode ser adquirido? Em qualquer livraria e no site https://www.buknet.pt/

Amor & Guloseimas

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Data de leitura: 10/2/2010 a 21/2/2010
N.º de Páginas: 352
Sinopse:
aqui

Esta leitura tem sido uma prazeria que me proporcionou sentimentos agradáveis. Não se deixem enganar-se pela capa, porque ao contrário do que se parece, não se centra sobre o Amor. Na verdade, a história é muito mais do que isto. É sobre a vida das pessoas. Fala de problemas pessoais (individuais e familiares), dúvidas, alegrias, amor… Não é só sobre a Gus, embora ela seja a principal da história, em que tudo gira à sua volta, como também é sobre Sabrina e Amiee (as suas filhas), Hannah (a vizinha e melhor amiga da Gus), Troy (asiático), Oliver (alto e careca), Priya (indiana) e por fim Carmen Vega (miss espanhola). Gostei de todas estas personagens, foram companhias agradáveis! E também relata como se faz o programa televisivo, a importância da criatividade e publicidade para reconquistar o público – um tema bastante interessante! Este programa tornou-se ainda mais animado com a participação da Carmen ao lado da Gus e depois, devido a circunstâncias inesperadas, com a participação "forçada" das filhas de Gus, Troy, Hannah e Oliver. Esta parte suscitou-me algumas gargalhadas. Foi bastante divertido!

Gosto muito desta autora, tem sido uma boa descoberta. É uma autora que recomendo ou que devem experimentar. Não se vão arrepender, as personagens são mesmo muito agradáveis, podem até se identificar com uma delas. E proporciona-nos boas reflexões sobre a Vida, a Amizade e o Amor (de todas as formas).

Classificação: 3/5

Outras opiniões:
Aqui#1 (Planeta Marcia - recomendo bastante a leitura da sua opinião que está excelente e muito bem explicada!)
Aqui #2 (Uma Biblioteca Aberta - uma boa opinião, a ler!)

Imperdoável

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Data de leitura: 3/2/2010 a 9/2/2010
N.º de Páginas:352
Sinopse:
aqui


Este foi o primeiro livro lido da Patricia MacDonald e não me desiludiu. Gostei de o ler. Um thriller bem estruturado com algumas doses de terror e algumas surpresas. Não adivinhei nada, também é por não ter hábito de ler thrillers. É ideal para quem quer enveredar por um policial levezinho e é, sobretudo, mais indicado para ser lido no fim-de-semana descontraído com o tempo cinzento, chuvoso e frio para sentir toda a emoção do livro, todo o terror da personagem principal!

A Mary foi presa por um crime que não cometeu e, ao fim de 12 anos na prisão, é posta em liberdade. No entanto, recebe um convite para ir trabalhar a escrever artigos no Jornal Regional numa ilha remota. Lá irão acontecer coisas de arrepiar… Tudo estará contra ela, fazendo com que seja culpada e até mesmo criminosa!

Uma história mesmo de arrepiar, mas confesso que, para quem está acostumado a este tipo de histórias, certamente que não vai achar assim tão terrorífico. Por isso não fiquem com elevadas expectativas.

No entanto, devo referir há uma coisa negativa neste livro: o mistério todo será revelado na parte de dois terço do livro em vez no final. O resto é acção. Isto estraga o suspense e a ânsia de devorar até ao final! Quando já sabemos, basta. O resto é previsível. Por isso o leitor pode desistir e não querer continuar só para vivenciar esta acção toda! Mas continuei por estar agradavelmente rendida na história.

Gostei deste mistério e das surpresas e hei-de ler mais livros desta autora. Espero que os outros livros sejam bem melhores, mais surpreendentes e com os mistérios resolvidos lá mais para o finzinho!

Classificação: 3/5



Uma pergunta para as minhas estimadas seguidoras e visitantes:

Qual são os melhores livros desta autora que recomendam?

Obrigado!

A Virgem Cigana

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Data de Leitura: 25/1/2010 a 1/2/2010
Nº de páginas: 336

Sinopse: aqui


A minha opinião:

Adorei este livro, mais por razões pessoais do que por valor literário, marcou-me intensamente!

Esta história começa com a mãe do Mischa, antes de esta falecer, ter devolvido/oferecido a um Museu de uma cidade nos EUA, um Quadro original e bastante valioso, intitulado de “A Virgem Cigana”, julgado há muito desaparecido. O Mischa desconhecia por completo a existência deste quadro. Como é que a sua mãe o arranjara e porque é que esta nunca lhe falara acerca do seu paradeiro?

Mischa será inundado pelas recordações do passado e assim iremos recuar à sua infância, nos anos 40, até à sua idade actual. E a seguir iremos acompanhá-lo no regresso à vila francesa de onde passou a infância.

Identifiquei-me bastante com o Mischa, mais precisamente, com algumas das suas recordações de infância. Cada sofrimento e sentimento, até mesmo o seu primeiro amor. O Mischa foi uma criança muda, ou seja, perdera a voz aos 3 anos de idade e era visto/tratado com tanto ódio pelos vizinhos da sua aldeia, inclusive a Igreja desta província. Não vou dizer porquê, a perda da voz e este ódio suscitado, senão estraga o suspense de todo o enredo. A questão é que o Mischa fora uma criança diferente. Senti toda a sua dor e revolta na infância. Até que, quando o Mischa tinha 6 anos, apareceu na sua Aldeia, um personagem encantador, cowboy que cantava com a sua viola, que deu volta a tudo, ao próprio Mischa, à mãe e até mexeu os pacóvios da Aldeia. O comboy deu magia e alegria a seu redor e, acima de tudo, fez abrir o coração do Mischa, foi quem tomou a iniciativa de comunicar com ele através da escrita, a primeira pessoa que quis saber o que ele tinha a dizer no seu silêncio, e depois deu-lhe o “milagre”. Esta parte da história é comovente que me fez sorrir, ter vontade de cantar, pular e ser amigo de toda a gente. O que mais me tocou, foi a amizade entre o Mischa e uma rapariga, a única que se aproximara dele e se tornara sua verdadeira amiga apesar da sua mudez e do ódio dos outros, e também esta arranjara maneira de comunicar com ele através da escrita. A mãe do Mischa trabalhava no Hotel e assim tem-se uma variedade de personagens igualmente fascinantes. O primeiro amor do Mischa, o que ele sentia e fazia, fez-me recordar a minha própria infância…

Realmente, a Aldeia depositava tanto ódio no Mischa e na sua mãe, porquê? Quem era o pai do Mischa que tinha desaparecido no final da 2ª Guerra Mundial? O que escondia o tal cowboy misterioso que mexeu e encantou toda a gente? O final tem de facto muitas surpresas!

Quanto ao estilo da escrita, é levezinho que se lê com bastante agrado, sem o mínimo de esforço. O que tem mais força, é a história em si: as personagens, os sentimentos, os factos históricos como as consequências da 2ªGuerra Mundial, o desenrolar da história, o mistério e as surpresas no final! Recomendo a leitura. É uma história magnífica, apesar da simplicidade literária.

Vou certamente ler mais livros desta autora.

Classificação: 4/5

Enxofre

terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Data de Leitura: 9/1/2010 a 24/1/2010
Nº de páginas: 544


Achei muito bom este primeiro volume de uma trilogia, até mesmo viciante em que não conseguia parar!

A história começa com a morte de Jeremy Grove, uma morte bastante terrorífica e sobrenatural, em que este foi queimado apenas por dentro do corpo. Não encontram provas de que pudessem explicar este fenómeno, nem sequer as coisas que se encontravam à volta do morto foram queimadas! O Jeremy, antes de ser morto, fez telefonemas a dois amigos e estes depois também irão ter o mesmo tipo de morte. São páginas carregadas de terror e paranormal! Confesso que houve momentos em que precisei de parar para respirar… são deveras assustadores… Será que estas mortes foram causadas pelo facto de estes amigos terem feito pacto com o diabo?

O Agente FBI Pendergast e o Sargento D´Agosta irão desvendar este mistério e o que irão descobrir é bastante inesperado e extremamente original! Achei impressionante a inteligência do Agente Pendergast, o seu desvendar de pistas na perseguição do criminoso, e também apreciei o bom trabalho do Sargento D´Agosta. Os dois fazem realmente uma boa dupla! E adorei o aparecimento de mais uma personagem: o capitão da policia que é uma mulher chamada Laura. Cabelos negros e olhos azuis com uma personalidade plena de força, um encanto da mulher policia!

Este livro, embora seja ficção, alguns factos são baseados na realidade, inclusive estas mortes inexplicáveis.

Ainda fiquei a saber sobre o famoso violino do Stradivarius, o qual achei muito interessante, porque até agora ninguém sabe quais são as técnicas de construção que o Stradivarius utilizava – site. Estes violinos encontram-se conservados no museu em Florença. Devem estar intrigados a pensar qual será o papel deste violino nisto tudo…

A história está muito bem contada, pistas atrás de pistas, com bastante fluência e clareza. Quanto ao número de páginas (é bastante grosso), não dei nada por isto, pelo facto de os capítulos serem curtos e o suspense ser crescente ao longo da história.

Apesar de ser o primeiro de uma trilogia, este mistério já fica resolvido. O segundo será certamente sobre o irmão do Agente do FBI Pendergast.

Classificação: 4/5 (Muito bom!)


Outras Opiniões:
Aqui #1 (do blog Páginas Desfolhadas)

Dewey

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Data de leitura: 5/12/2009 até 8/1/2010
N.º de páginas: 279


Foi em má altura que li esse livro por ter participado ao mesmo tempo numa leitura conjunta do "Orbias - As Guerreiras da Deusa". Isto obrigou-me a transitar de um livro para outro. E a meio do Dewey, perdi-me! Já não me agarrava assim tanto como o inicio. Foi com esforço que o terminei, mesmo chegando a saltar algumas páginas.

Gostei muito de conhecer este gato! Este bichano lindo causou um grande impacto desde a população da pequena cidade, Iowe, até ao resto do Mundo! Este gato foi encontrado pela bibliotecária (a própria autora), dentro de uma caixa de devoluções da biblioteca, num dia muito frio. A partir daí, começa a história. O modo como o Dewey fez à biblioteca e às pessoas, especialmente aos deficientes, é comovente. Era mesmo um gato muito especial, nada comum.

Contudo, o livro não só fala do Dewey. Relata também a vida da própria autora, como esta passou desde a infância à vida adulta. Passou por muitos problemas - marido alcóolico, divórcio, educação de uma filha e luta contra o cancro da mama. E também fala sobre a evolução da pequena cidade, Iowe, e da sua pequena população. A cidade passou por uma crise da agricultura e económica e a biblioteca tem sido muito importante para estas pessoas (desempregadas)... A parte que achei mais interessante foi a explicação do funcionamento da biblioteca e como se trabalha lá. Assim fiquei a saber que não é só registar os livros...

Se não fosse a leitura conjunta, teria apreciado este livro.

Classificação: 3/5

Informações:
Este livro vai ser adaptado para o cinema com a Merly Streep a fazer-se de bibliotecária.

Outras opiniões:

Aqui #1(blog Vidas Desfolhadas - Muito obrigada, querida Sandra, pelo empréstimo)

As Irmãs

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


Data de leitura: 26/12/2009 até 5/01/2010
Nº de Páginas: 381

Li esse livro, não por ser fã desta escritora, nem sequer sou admirador da sua escrita, mas sim por a história incidir num tema familiar. E não me desiludiu, gostei mesmo de o ler!

Tal como denuncia o título e a sinopse, a história é sobre as quatro irmãs. Irá ocorrer uma tragédia e uma delas fica irremediavelmente cega... É, sem dúvida, a parte mais medonha e chocante da história, em que é preciso ter sangue frio para ler, mas depois vem a melhor parte. As três irmãs arregaçaram as mangas e agiram com toda a coragem e firmeza! Decidiram viver juntas durante um ano para ajudar a sua irmã a readaptar-se à nova vida. Foi isto que me tocou profundamente, a união e o apoio das irmãs, a luta e o optimismo por uma vida melhor (mesmo que limitada).

As histórias de Daniela Steel são previsiveis e relatadas com uma linguagem bastante simples e superficial, mas soube-me bem ler esta história, até agora a preferida dos três livros que li dessa autora. Vale a pena "conhecer" estas irmãs e também nos permite reflectir como o Amor (familiar) é muito importante para superarmos as adversidades da Vida. Recomendo a leitura, mas só para quem gosta deste tema. No entanto, acho que não vale a pena comprar este livro, é apenas uma história superficial que basta ser lida uma vez. Por isso, pedem emprestimo ou vão à biblioteca registar este livro.

Classificação: 3/5


Balanço de leitura 2009

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010





Livros lidos:
Emprestados: 14
Meus livros: 26
Total: 40


Nº de autores lidos
Sexo Masculino: 11
Sexo Feminino: 24


Autores mais lidos:
1. Enid Blyton (4 livros)
2. Rosamunde Pilcher (3 livros)
3. Mary Higgins Clark (2 livros)


TOP 10





(Para ampliar, clique sobre a imagem)

Solstício de Inverno, de Rosamunde Pilcher
Um Amigo chamado Henry, de Nuala Gardner
Como salvar o coração partido, de Susan Richards
O Toque de Midas, de Colleen McCullough
E Depois..., de Guillaume Musso
O Menino e o Cavalo, de Rupert Isaacson
Nunca me Esqueças, de Lesley Pearse
A Doçura da Chuva, de Deborah Smith
O Clube de Tricô de Sexta à Noite, de Kate Jacobs
Ainda Alice, de Lisa Genova

Leitura Conjunta "Orbias - As Guerreiras da Deusa"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009



Está a decorrer uma leitura conjunta, iniciativa organizada pela Tinkerbell do blog My Imaginarium , na qual faço parte juntamente com a própria Tinkerbell, JM do blog Favourite Readings, Ana C. Nunes do blog Asas da Mente e The_Wolf. Esta leitura iniciou no dia 1 de Dezembro, tendo sido colocadas as seguintes regras de leitura:

Até 11 Dez - pág. 140
Até 18 Dez - pág 294
Até 4 Jan - resto do livro

As opiniões de leitura de cada parte serão enviadas à tinkerbell e depois serão postadas a quem tem blog.

Já terminou a 1ª parte e as nossas opiniões estão no blog da tinkerbell: aqui (a postagem está magnífica!).

Ainda Alice

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009




«Não quero esquecer, Amor, o Amor que tivemos.»


Sinopse:

O mundo de Alice é perfeito. Professora numa conceituada universidade, é feliz com o marido, os filhos, a carreira. E tem uma mente brilhante, admirada por todos, uma mente que não falha… Um dia, porém, a meio de uma conferência, há uma palavra que lhe escapa. É só uma palavra, um brevíssimo lapso. Mas é também um sinal de que o mundo de Alice começa a ruir. Seguem-se as idas ao médico e, por fim, a certeza de um diagnóstico terrível. Aos poucos, Alice vê a vida a fugir-lhe. Amada pela família, unida à sua volta, é ela que se afasta, suavemente arrastada para o esquecimento, levada pela Alzheimer.

Ainda Alice é a narrativa trágica, dolorosa, de uma descida ao abismo, o retrato de uma mulher indomável, em luta contra as traições da mente, tenazmente agarrada à ideia de si mesma, à memória de uma vida e de um amor imenso.


A minha opinião:

Apesar de esta história estar centrada num tema medonho/asfixiante que é a doença de Alzheimer, surpreendeu-me muito pela positiva. Não consegui parar de ler, até cheguei a ler até às 2h da manhã, o que não é costume em mim, pois tenho a tendência de adormecer antes da meia-noite. Fiquei muito impressionada com a história... Uma mulher tão inteligente, a perder a memória aos poucos, já não conhecendo os seus própios filhos e marido, e perdendo a sua própria identidade...

Senti como se estivesse dentro da Alice e a esquecer tudo. Vivenciei todo o seu pânico e depois toda a sua confusão. De repente, nas últimas páginas, já não havia nomes, eram apenas pessoas: um homem, uma jovem actriz, uma mãe com dois filhos. Era assim que a Alice as via. Estas pessoas eram, na verdade, a sua família. Deveras assustador...! Mas, o que mais me comoveu, foi a luta da Alice, a sua consciência de ser diferente por ter Alzheimer, e acima de tudo, o amor da família.

A história está bem escrita numa linguagem acessível a toda gente. Aprendi muito sobre esta doença. Recomendo altamente!

«Alice queria dizer-lhe tudo o que se lembrava e pensava, mas não conseguia fazer com que todas essas palavras e pensamentos, compostos de tantas palavras, expressões e frases, passassem pelas ervas daninhas e pela lama e se transformassem em sons audíveis.
Tentou resumi-los e concentrou todos os seus esforços naquilo que era mais essencial. O resto teria de ficar naquele local antigo, que sobrevivia.
- Sinto falta de mim.
- Eu também sinto a tua falta, Alice, muito.
- Nunca planeei ficar assim.
- Eu sei.»


Sobre a escritora:

Formada em Psicologia e doutorada em Neurociência por Harvard, Lisa Genova foi investigadora em áreas como a depressão, a doença de Parkinson e a perda de memória. Interessou-se pela Alzheimer quando a sua avó deu os primeiros sinais da doença. Interrogando-se sobre como se sentiriam as pessoas que a vivem, vendo o mundo desagregar-se à sua volta, decidiu escrever este romance. Depois de tentar, em vão, vários agentes, optou por uma edição de autor. O sucesso do livro chamou a atenção e uma grande editora americana adquiriu os direitos. Logo na semana de relançamento, entrou para a lista de best-sellers do New York Times.


Outras Opiniões:

Aqui #1 (Opinião da JM do blog "Favourite Readings". Estou-lhe deveras agradecida por me ter dado a sugestão deste livro que eu desconhecia por completo.Obrigada!)

Aqui#2 (Opinião da Carla Martins do blog "Leitura (mais que) Obrigatória", uma opinião deveras sentida e rica, com a qual partilho 100%.)

A Pintora de Plantas

quinta-feira, 26 de novembro de 2009




Sinopse:


Em 1774, a segunda expedição do Capitão Cook aos Mares do Sul registou uma ave até então desconhecida: o espécime foi capturado, conservado e trazido de volta para Inglaterra, onde acabou por ser entregue ao naturalista Joseph Banks. Estranhamente, nenhum outro exemplar dessa ave voltou a ser visto, nem nas Ilhas da Sociedade, onde fora encontrado, nem em qualquer outro ponto do planeta. E, mais estranhamente ainda, o espécime que Joseph Banks exibiu orgulhosamente na sua colecção também acabou por desaparecer. Se não fosse uma ilustração a cores feita pelo desenhador que viajara a bordo do navio de Cook, dir-se-ia que a Misteriosa Ave de Ulieta, como ficou conhecida, nunca chegara a existir.
Duzentos anos mais tarde, o irreverente professor John Fitzgerald recebe um telefonema suspeito de uma antiga paixão. Curioso sobre a razão do reencontro, descobre afinal que Gabriella e o seu actual companheiro têm um estranho pedido a fazer-lhe: sendo Fitz o maior estudioso da sua área, deve ajudá-los a procurar a ave embalsamada. Os motivos? Bastante obscuros. A recompensa? Deveras aliciante. A resposta? Não, o genial Fitz recusa-se a colaborar. No entanto, ao voltar para casa, descobre que a mesma foi assaltada e que o objecto da devassa eram… os seus apontamentos.

Lança-se então na tentativa de recapitular a história da ave, descobrindo pormenores surpreendentes sobre o papel de uma estranha Miss B na vida e na carreira de Joseph Banks.
Poderá ser ela a chave do mistério – chave que o leve até à descoberta da Misteriosa Ave de Ulieta?
Saltando entre dois períodos, de uma história de amor para a história de uma pesquisa científica de proporções detectivescas,este romance é simultaneamente o relato da vida secreta de Joseph Banks e a corrida quase impossível de Fitz para encontrar a ave desaparecida.


A Minha Opinião:

Descobri este livro, por acaso, estava ele pousado na montra de uma livraria pequenina. Uma capa linda e um título chamativo. E assim foi, após de ler a sinopse, a decisão de compra foi imediata e não esperei mais tempo para começar a ler este livro, deixando os outros para depois!

Foi delicioso ler este romance, tão interessante, misterioso e emocionante! Uma narrativa única com uma escrita fluente que me embalou e encantou até ao fim das páginas. Adorei seguir o percurso de investigação com Fitz e Katya em busca da Misteriosa Ave de Ulieta e ao mesmo tempo ter recuado à época de Joseph Banks quando este conheceu Miss B, possuidora de uns lindos olhos verdes que vivia com uma paixão pela pintura e natureza, muito inteligente, diferente das mulheres daquela época…

«Um policial ambicioso [...] O autor é tão realista nas suas descrições que os leitores quase conseguem cheirar e tocar as suas cenas [...] À medida que o presente e o passado começam a fundir-se em inesperados laços, o romance torna-se cada vez mais aliciante" - CLEVEND PLAIN DEALER


Fiz o vídeo-book, em dedicação ao livro que me encheu de medidas, após de ter feito pesquisa na Internet sobre o Joseph Banks e a Misteriosa Ave de Ulieta.



Não Sei nada sobre o Amor

sábado, 14 de novembro de 2009


Sinopse Aqui


A minha Opinião:

Só tenho duas palavras para definir esta história: enervante e deprimente.

As personagens estão bem caracterizadas assim como os seus sentimentos bem definidos e apalpáveis. A escrita é fluente que se lê bem. Mas a história em si foi o que mais me desagradou. Posso dizer que andei a ler com o fumo a sair pelas orelhas, nariz e boca. Até tive vontade de esfolar as páginas, mas não o fiz por o livro ser emprestado, foi o que valeu!

Infelizmente, este livro é o retrato fiel das mulheres portuguesas no tempo de Salazar até à actualidade. Das nossas bisavós e avós que nada sabiam sobre o Amor. Das mães que passaram pelo 25 de Abril e vivenciaram as mudanças. Até às filhas da actualidade…

Houve um único senão: o final demasiado apressado. Mas ainda bem. Fiquei muito cansada com esta leitura.

Classificação: 2/5 (esta classificação tem mais a ver com a minha apreciação à história do que pela escrita ou desenvolvimento da história)

Um Leão Chamado Christian

segunda-feira, 26 de outubro de 2009




A Minha Opinião:

Li. Sorri. Deliciei. AMEI! Uma história verídica extraordinária, esplêndida, tocante, ternurenta, comovente!

Ace e John, dois amigos australianos, encontravam-se em Londres a trabalhar numa loja chamada Sophistocat e viviam num apartamento por cima desta loja. Foi nesta cidade que compraram um leão. Passava-se no ano de 1969. Nessa altura, era permitido comprar animais exóticos. Deram-lhe o nome de Christian.

(Ace à esquerda e John com Christian em Londres)


E o que aconteceu depois? Como conseguiram arranjar espaço para Christian? Como o criaram? Foi perigoso? Alguma vez o leãozinho os atacou? Como foi desenvolvida a ligação entre os dois com o leãozinho? Como foi que todos se interagiram?

(John a brincar com Christian)


E o que fizeram estes donos ao Christian quando este cresceu/ficou cada vez maior? Que decisões tomaram?
Já toda a gente sabe, graças ao Youtube, decidiram devolver a liberdade ao Christian.

(John à esquerda e Ace com Christian em África - Quénia/Kora)


Como foi a reacção do leãozinho ao chegar à África? Como decorreu a reabilitação deste? E os donos como reagiram, se estes já estavam tão ligados ao Christian e vice-versa?

Foi o George Adamson que o reabilitou, a mesma pessoa que tinha reabilitado a leoa Elsa (ver o filme “Uma Leoa chamada Elsa” – aqui).



(duas fotos acima: George com Christian)


Recomendo altamente a leitura, conheçam este maravilhoso e dócil Christian, este leaozinho que abraçava e pedia colo aos donos!





Actualmente:

Ace e John continuam vivos, já ambos velhotes.

(Ace à esquerda e John)


Anthony Bourke nasceu em Sydney em 1946. Tornou-se um dos principais curadores de arte da Austrália, sendo pioneiro em arte aborígine e especialista em arte colonial, e realizou várias exposições aclamadas pela crítica. Ace espera se dedicar novamente a projetos de preservação da vida selvagem e ajudar a resolver questões urgentes relativas ao meio ambiente. Atualmente, vive em Sydney com seus dois gatos.

John Rendall é australiano e divide seu tempo entre Londres e Sydney. John continua seu compromisso com a George Adamson Wildlife Preservation Trust e é membro da Royal Geographical Society, em Londres. Trabalha como relações públicas em turismo, concentrando-se em projetos de preservação, hospedagens e reservas ambientais na África. Os três filhos de John compartilham sua paixão pela vida selvagem e preservação da natureza.


Outras Opiniões:

Aqui #1 (da Carla Martins do blog "Leitura (mais que) Obrigatória")
Aqui #2 (da Canochinha do blog "Estante de Livros")
Aqui #3 (da JM do blog Favourite Readings)

Casamento em Veneza

sábado, 24 de outubro de 2009



A minha Opinião:

Terminei-o ontem… Que dizer acerca deste livro?

Tudo começa em torno de um colar, pertencente a uma Imperatriz viúva da China – a Dama do Dragão Cixi que governou a China. Quando esta morreu, o colar foi enterrado juntamente com ela, e em seguida foi roubado por tropas revolucionárias que invadiram a sua sepultura… até que foi parar às mãos da Lily Song, uma mulher asiática, que vive em Xangai. Como é que lhe foi parar? O que vai fazer a Lily com este colar? O que lhe vai acontecer? Haverá traições, perseguições, e até mortes... No meio disto tudo, vai haver romance, mas sobretudo para a Precious – a prima da Lily que vive em França…

A sensação que tive no decorrer da leitura é o mesmo que ver um filme de aventura, tipo Walt Disney, e comer pipocas em simultâneo. Trata-se de uma história fraquinha, nada extraordinária, facílima de prever e também exagerada. Soube desde o princípio quem era o vilão ou assassino.

O que valeu foi a escrita, fluída e agradável… Dava por mim a ler sessenta páginas numa hora, verdadeiramente entretida. E também, o humor ajudou a animar a história, graças às Tias da Precious - a Grizelda e a Mimi. São umas tias especiais!

Apesar da leveza da história, da grande previsibilidade, de algumas partes exageradas e do absurdo final cor-de-rosa, gostei de presenciar estas intrigas e aventura e também “viajar” para Xangai, França e Veneza.

Classificação: 3/5 (Dispensável, mas um bom entretenimento de leitura que prende do ínicio ao fim)

Outras opiniões:
Aqui #1 (do blog BiblioMigalhas)
Aqui #2 (do blog Vidas Desfolhadas)


[O meu obrigado colorido para ti, Migalhas!]

Abismo

domingo, 18 de outubro de 2009


Para ler a sinopse, clique aqui

A minha opinião:

Este livro prendeu-me deste o princípio até ao fim, um thriller muito bem estruturado, original e inteligente, mas não correspondeu às minhas elevadas expectativas.

Sob a superfície do mar, debaixo da plataforma petrolífera, a três mil metros de profundidade, foi construído no leito oceânico, um Centro de Exploração e Recuperação com 12 pisos protegido por uma cúpula, onde estão os cientistas e técnicos a trabalhar, e também os militares do Governo a fazer vigilância e controlo. Alguns destes ocupantes começam a manifestar sintomas estranhos - simples fadiga a episódios psicóticos violentos. Então, tiveram que arranjar um médico especializado para detectar a causa destes sintomas. É com este médico que vamos seguir a história. Tudo o que se passa neste Centro é altamente confidencial… Dizem que encontraram vestígios da antiga Atlântida... Será verdade? Ou mentira? Afinal, o que andam a fazer? Porque tanto secretismo?

Foi um prazer ler este livro. É o tipo de história que me interessa, de facto! Adoro ficcão cientifica! Contudo, devo confessar que foi uma leitura em que exigiu muito da minha concentração… Não se trata de uma história fácil! Esta gira em torno da medicina, matemática, física e geologia, ou seja, centra-se fortemente na investigação científica, na forma como os cientistas trabalham, investigam e descobrem, até os dialógos são cientificos… É verdade que são temas difíceis, mas o autor tem uma grande habilidade de explicar/descrever estas ciências, de clarificar estas investigações numa linguagem bastante acessível para todos. Apesar de ter gostado deste desenrolar da história, do ambiente de investigação, das explicações cientificas e do desenlace final, achei que faltava muitas coisas que poderiam ter tornado a história ainda mais emocionante e inesquecível…

Eis os quatro pontos negativos: os tais sintomas não são muito assustadores (esperava que fossem piores, tipo sanguinários e medonhos!); a história tem pouca acção (só a poucas páginas do final, é que apresenta uma acção QI); não senti nenhuma ligação próxima com as personagens (são superficiais como se as estivéssemos a ver no filme e/ou na série); e não senti nenhuma claustrofobia ou pontadas de terror porque estive demasiado ocupada com os cientistas a desvendar estas causas, a compreender os conceitos científicos, etc.

Se tivessem feito o filme baseado deste livro, eu teria dito: “Não leiam, mas vejam o filme!”. Daria um belo filme, mais claustrofobia e terror, um thriller de cinco estrelas!

Para finalizar, tenho uma nota a dar aos leitores que adoram Arqueologia: não vão encontrar nada sobre Atlântida.

Gostei!

Classificação: 3/5 (Interessante)


Sobre o autor:

Lincoln Child é analista de sistemas e ex-editor, responsável pela publicação de numerosas antologias de narrativas sobrenaturais.
Lincoln Child é co-autor, juntamente com Douglas Preston, de uma série de romances de enorme sucesso, que têm por protagonista o agente especial do FBI Pendergast. Entre esses romances, contam-se, para além de Enxofre, que assinala o início de uma espantosa trilogia, Relic, Mount Dragon, Reliquary, Riptide, Thunderhead, The Ice Limit, Still Life with Crows, The Cabinet of Curiosities e Dance of Death. Estes dois últimos serão brevemente publicados pela Ulisseia.


Até agora, considero o livro “Relíquia” – a minha opinião - aqui, o melhor deste autor em par com o Doulgas Preston, pois foi o que mais me meteu medo, uma história verdadeiramente aterrorizador e impressionante.

O Clube de Tricô de Sexta à Noite

domingo, 4 de outubro de 2009




A minha opinião

Gostei muito deste livro. Surpreendeu-me bastante pela positiva!

No inicio, quando vi esta capa e o titulo, fiz um “esgar” de rejeição. O meu primeiro pensamento foi: “Uma história fútil sobre o tricô!” Mas algo me impulsionou para ler a sinopse e foi o que me fez exclamar depois: “Quero ler!”. Tratava-se, pois sim, de uma história sobre mulheres!

Na contracapa: "(...) Com o pretexto de fazer tricô, mulheres extremamente diferentes entre si fazem uma pausa nas suas vidas atribuladas e partilham segredos, angústias e expectativas. Mas quando o impensável acontece, estas mulheres vão descobrir que o que criaram não é apenas um clube de tricô mas uma verdadeira irmandade.”

E, assim foi, conheci estas mulheres. Todas magníficas em letras maiúsculas! Não eram fúteis ou ocas, mas todas interessantes e criativas. Encantei-me com este clube. Foi uma delícia de estar com elas, a acompanhar o trabalho de tricô que elas faziam (apesar de não saber o significado dos termos de tricô como liga de meia ou liga de ponto) e também acompanhar as outras que não o faziam mas que apareciam no clube para fazer outros trabalhos como fazer a tese sobre este tema, e a escutar os seus risos, dúvidas e desabafos…

As surpresas são muitas e devo dizer bem reais. Como por exemplo, a construção de amizades entre pessoas diferentes que, à primeira vista não se reajam bem umas com as outras, mas que à medida se vão conhecendo, acabam por serem as melhores amigas!

Para finalizar, recomendo a leitura a todo o tipo de mulheres, desde as maria-rapazes às feministas e intelectuais! É uma história madura, realista, bem construída. E também nos permite pensar sobre a vida, o amor, as segundas oportunidades e perdão.

Excertos:

Vou deixar aqui sublinhado o diálogo entre uma personagem e o padre. Fez-me pensar...

pág. 334/335

«- (…) E parece-me tão injusto. Irreal. Só quero saber porque é que isto me aconteceu.
Esperou, expectante. O padre olhou para ela, pensativo acenando com a cabeça.
- Bem – disse ele – Não sei. Mas sei que não foi por ter feito nada de mal, se é nisso que está a pensar. Não é uma coisa que mereça.
- Não é, pois não?
- Não, não é. – o padre abanou a cabeça – Desde já lhe digo que não conheço todas as respostas de que anda certamente à procura. Não sou Deus. Mas posso dizer-lhe algumas coisas em que acredito.
- Por favor.
- Acredito que, por vezes, os problemas de saúdes acontecem simplesmente… não são testes cósmicos, não são nenhuma vingança por todas as coisas más que as pessoas fizeram ao longo da vida. – disse ele – Não são uma forma de impor moral ao universo. É simplesmente uma falha no sistema.
- Sim e…
- E eu acho que Deus chora quando sofremos, chora connosco e apoia-nos. Mas também acho que não interfere e nos deixa resolver as coisas sozinhos. Deixa os médicos fazer o que lhes compete. Deixa o nosso corpo curar-se por si.
- E se não curar?
- Nesse caso, recebe-nos de braços abertos. Deus não tem nada a ver com o corpo, sabe, tem a ver com a tua alma.
- Quer dizer que, se rezar com fervor, melhoro?
- Não, não, não é nada disso que estou a dizer. Rezar não é nenhuma forma de apólice divina. É simplesmente um meio de comunicar, de abrir o coração.
- Segundo, essa definição, uma conversa honesta com quer que seja é uma forma de oração.
O padre deu um toquezinho no nariz. – Acertou em cheio.»

Outras opiniões:

Aqui #1 (da marcia)
Aqui # 2 (da Bauny)
Aqui #3 (do Draco)

Sobre a escritora:

Kate Jacobs deixou o Canadá para ir estudar na Universidade de Nova Iorque, cidade onde viveu durante dez anos e trabalhou para diversas publicações. Actualmente, vive no Sul da Califórnia com o marido. O Clube de Tricô de Sexta à Noite é o seu primeiro romance e foi um bestseller internacional, tendo sido publicado em vinte países.






Informações:

Esta obra está, de momento, a ser adaptada para o cinema, com Julia Roberts no papel principal.
Já estou ansiosa para ir ver o filme, ainda por cima, com a minha actriz preferida!!! Quem será o actor que irá fazer o papel de James? Denzel Washington? Ou Will Smith? Penso que o Denzel iria ficar muito bem com a Julia, embora o Will seja o meu actor favorito! E a filhota da Georgia, a Dakota, qual é a menina que vai fazer esse papel?

A Doçura da Chuva

quarta-feira, 23 de setembro de 2009



Sinopse:

Kara Whittenbrook tinha uma vida privilegiada. Filha de dois ambientalistas famosos, cresceu entre a selva amazónica e os melhores colégios da elite americana.

Com a morte dos pais num acidente de aviação, torna-se herdeira, não só de uma enorme fortuna, mas também de um segredo que abalará por completo o seu mundo - o facto de ter sido adoptada.

Decidida a encontrar os seus pais biológicos, Kara parte para o Nordeste da Califórnia (Florida), onde conhecerá Ben Thocco, um rancheiro que vive rodeado de gente singular.

Em pouco tempo, ela fará parte de um universo diferente, que lhe abrirá as portas de um amor inesperado e de amizades genuínas, e a ajudará a tomar as mais difíceis decisões...

Em A Doçura da Chuva, Deborah Smith dá-nos a conhecer uma galeria de personagens cativantes, que nos envolvem e nos levam a reconhecer nos pequenos gestos do quotidiano as fontes da alegria e da felicidade.

“Uma história belíssima que se lê a bom ritmo. As personagens são encantadoras; dá vontade de as abraçar.” Romance Reviews Today

Deliciosamente emocionante.” All About Romance

“Uma viagem de autodescoberta que nos mostra o amor sob diferentes perspectivas. É um livro profundamente mágico.” Romantic Times


A Minha Opinião:

Amei esta história, estas personagens ultra-especiais Mac, Lily, Joey e outros, o cabelo ruivo e as proezas fantásticas de Kara, o rancho do Ben Thocco, a grande égua Estrela, a arara azul domesticada de Kara… Foi uma leitura deliciosa, comovente, tocante e sobretudo vitoriosa!

Devorei o livro sem dar por isto, deixei-me levar pela fluidez perfumada e doçura da escrita, até que me senti embaraçada a ler na rua pois a emoção era tanta que não conseguia reter as lágrimas ou evitar-me de sorrir orelha a orelha de tão feliz…!

A história gira em torno de Kara. Tudo começa com a morte dos pais desta e depois a descoberta de ter sido adoptada pelos mesmos e também o facto de os seus pais biológicos serem deficientes mentais. Como reagiu Kara? O que vai ela fazer? O que lhe irá acontecer quando encontrar os seus pais biológicos?

Kara vai parar ao rancho do Ben Thocco, deste homem de sangue índio seminole que tem um irmão com Síndroma de Down, pois é ali que trabalham os seus pais biológicos. A partir daí, haverá magia, ternura, amizade, amor… e muitas surpresas!

Também devo falar da Estrela: era uma égua muito especial, diferente de todos, os da sua especie equina! Foi maltratada e tinha uma cicatriz no focinho causada pela violência... Ia ser virada para comida de cão pois foi posta à venda no leilão para esse fim. Felizmente, foi salva por estes seres especiais, de almas tão puras e de grande coração! A forma como ela foi salva pelos deficientes, fez-me emocionar deveras! E o que a Estrela fez depois?

Para finalizar, encontrei no decorrer da leitura frases sábias, simples mas carregadas de verdade. Devia ter sublinhado, pois agora não as encontro.

Classificação: 5/5 (Amei deliciosamente!)


Outras Opiniões:

Aqui #1 (do blog "Estante de livros")
Aqui #2 (do blog "planetamarcia")
Aqui #3 (do blog "as leituras da Fernanda")